Estratégia espanhola afasta o galego do reconhecimento na Uniom Europeia

11 de Abril de 2006

O Governo espanhol acabou de reconhecer que desiste do seu pedido de reconhecimento limitado do galego, junto ao catalám e o basco, por parte do Parlamento Europeu. O PSOE anunciou ao chegar ao poder em Madrid que iria trabalhar por umha cooficialidade relativa para as três línguas cooficiais no Estado espanhol, sempre inferior à das 20 línguas estatais reconhecidas como oficiais da Uniom.

A teima espanhola de separar o reconhecimento do galego do que já tem o português como língua estatal, fijo com que a Mesa do Parlamento Europeu vinhesse a admitir apenas o uso do galego-português nas comunicaçons dos cidadaos com a instituiçom europeia, desde que o próprio Estado espanhol assuma as despesas.

Quanto a outros reconhecimentos, incluído o uso polos deputados e deputadas nos plenos e comissons, a Uniom Europeia lembrou ao Governo de Zapatero que o próprio Estado espanhol só reconhece a cooficialidade de galego, basco e catalám nos respectivos territórios e de maneira limitada, impedindo o seu uso em instituiçons estatais como o Congresso dos Deputados. Daí que o Executivo madrileno nom esteja em disposiçom de "reclamar" outras medidas a Estrasburgo.

Com efeito, a Uniom Europeia está a plasmar o mesmo espírito estatalista e contrário à diversidade que o Estado espanhol, condenando as línguas sem Estado à marginalizaçom. Porém, no caso do galego-português falado na Galiza, a posiçom separadora adoptada polo Governo espanhol com o apoio dos sectores político-institucionais galegos, Governo autonómico incluído, deixa claro para onde conduz o isolacionismo em relaçom à variante portuguesa, oficial a todos os efeitos.

O simples reconhecimento da unidade lingüística igualaria o galego com o espanhol quanto ao reconhecimento oficial por parte da instituiçom europeia. É isso que o Executivo de Zapatero quer evitar quando tenta vender-nos umha falsa posiçom "progressista" em matéria de direitos lingüísticos.

 

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