Fala Ceive reclama maior compromisso político na protecçom da língua fora dos actuais limites autonómicos

8 de Abril de 2006

A Associaçom Cultural Fala Ceive do Berzo, entidade que promove a defesa da língua e cultura galegas no Berzo, dirigiu-se em datas recentes à Comissom Parlamentar para a reforma do Estatuto de Autonomia da Galiza para lhe exigir um maior compromisso político com a protecçom da língua galega nos territórios da Galiza oriental (Návia-Eu, Berzo e a Cabreira, e a Seabra) assim como no Vale de Elhas (na Estremadura espanhola). Actualmente, este compromisso realiza-se polo mandato normativo fixado na Lei de Normalizaçom Lingüística, que no seu artigo 21.2 estabelece a necessidade de "proteger a língua galega falada em territórios limítrofes da Comunidade Autónoma".

Acha Fala Ceive que esta declaraçom é a todas vistas escassa para levar adiante a plena normalizaçom lingüística nestes territórios. "A manutençom da nossa língua, minoritária na Comunidade Autónoma de Castela e Leom", explica FC, "é dificil, pois nom é reconhecida como idioma oficial, o que provoca desigualdade jurídica, que por sua vez favorece um contexto generalizado de dicriminaçom cultural".

A entidade normalizadora berziana considera urgente um maior reconhecimento do galego destes territórios no novo Estatuto de Autonomia da Galiza que os partidos com representaçom parlamentar na Cámara do Hórreo se proponhem redigir nos próximos meses. Entendem no Berzo que "para elevar o estatuto jurídico da defesa e protecçom da nossa língua" precisa-se de um novo artigo "que implique as instituiçons de todo o tipo da CAG (Junta da Galiza, Conselho da Cultura Galega, Universidade, meios de comunicaçom, etc...)" na manutençom e fomento da língua galega.

Tal e como vem fazendo desde a sua constituiçom, a associaçom cultural berziana lembra que a populaçom autóctone dos territórios da chamada Galiza Irredenta "nom pode assumir todo o protagonismo na conservaçom do galego, porque somos minorias lingüísticas divididas em várias comunidades autónomas e sob administraçons públicas escassamente interessadas polo nosso desenvolvimento etnocultural". Por este motivo, acha que a CAG deve comprometer-se activamente com a defesa e o fomento da língua galega nestes territórios, "ainda que os actuais limites político-administrativos que nos empeçam umha intervençom directa".

Fala Ceive insta a que se superem os actuais limites político-administrativos mediante a assinatura de acordos de colaboraçom entre as instituiçons de umha e outra banda, tais como as universidades, concelhos, Conselho Comarcal do Berzo, entidades culturais, etc..., defendendo que o terreno de actuaçom destes possíveis convénios é amplo e variado: ensino, administraçons locais, turismo, meios de comunicaçom, etc...

Por último, a associaçom normalizadora insiste em que se diferencie claramente no Estatuto de Autonomia da Galiza os dous tipos de intervençom pública que se devem fazer em matéria lingüística além das fronteiras da CAG. Trata-se de distinguir entre o fomento do "galego estremeiro", explica, "do ensino do "galego exterior" que se realiza através dos Centros Galiza nas comunidades de emigrantes" espalhadas por todo o mundo e com os leitorados de galego nas universidades estrangeiras. Fala Ceive acha que "a variada problemática da normalizaçom" nos territórios orientais "pouca relaçom tem com a singela promoçom cultural" que supom o chamado "galego exterior".


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Nom é a primeira vez que Fala Ceive reclama umha maior implicaçom institucional da Junta da Galiza na defesa dos direitos lingüísticos no Berzo