PP quer trazer à Galiza estratégia mobilizadora da "direita social" para recuperar o controlo das instituiçons

9 de Setembro de 2006

A sucursal do Partido Popular na Galiza, liderada por Alberto Núñez Feijó, promove para o próximo dia 17 umha manifestaçom dirigida à direita social, convocada pola fantasmal "SOS Contra o Lume", que preside o presidente da Cámara de Barro (comarca de Ponte Vedra), José Antonio Landín, do PP.

A oposiçom institucional de direita pretende assim aproveitar o descontentamento social existente em relaçom às políticas anti-incêndios da Junta da Galiza para erosionar o actual governo em benefício eleitoral próprio, numha iniciativa que lembra as manifestaçons da direita em Madrid durante o último ano, em conluio com a Igreja Católica e o reaccionário grupo de pressom da "Associaçom de Vítimas do Terrorismo", mas que dificilmente repetirá os seus êxitos de assistência.

Esquece, de facto, o Partido Popular, as suas responsabilidades fundamentais nos incêndios que ano após ano queimam os montes da Galiza. Este nom foi o primeiro ano de desastre incendiário, senom que durante todas as legislaturas em que o PP detivo a maioria absoluta no Parlamento autonómico houvo numerosos incêndios e foi o próprio PP que desenhou a política anti-fogos aplicada polo Governo bibartido neste Verao.

Assim, uns e outros, PP, PSOE e BNG, tenhem responsabilidades no desastre socioambiental dos incêndios, sendo as do PP ainda superiores, por antigüidade e por ser quem concebeu e aplicou as políticas ainda vigorantes em matéria florestal. Nom é possível que nengumha dos três forças institucionais poda desmarcar-se das responsabilidades que lhe correspondem.

É verdade que o BNG e o PSOE o tentárom através da convocatória da Plataforma Nunca Mais, no passado dia 20 de Agosto, mas um significativo sector do movimento popular, entre o que estava a esquerda independentista, nom engoliu o isco, denunciando o continuísmo da actual Junta e exigindo mudanças de fundo na política florestal e urbanística, prévio abandono das linhas mestras marcadas polo Partido Popular na matéria.

Agora é o PP que pretende passar por "oposiçom" em matéria de lumes florestais, quando sabemos que fôrom os seus governos que impugérom a generalizaçom dos monocultivos de eucaliptos e pinheiros, os que se pugérom ao serviço dos especuladores da madeira e o solo, os que figérom da precariedade e o amadorismo um sinal de identidade dos serviços anti-incêndios, os que, junto ao PSOE, co-liderárom a liquidaçom da economia agrária galega.

Se a convocatória do passado dia 20 de Agosto partiu de um movimento social enfrentado às contradiçons internas provocadas pola dependência institucional de alguns sectores em relaçom ao actual Executivo, a convocatória eleitoreira e demagógica do próximo dia 17 parte directamente da direita pró-espanhola enquistada em poderosos sectores dirigentes da economia, os media e a política.

Uns sectores que ainda detenhem importantes molas do poder municipal e económico na Galiza, e que devem ser firmemente combatidos polo movimento popular, sem por isso ceder aos cantos de sereia reformistas. Assim figemos os e as que no passado dia 20 de Agosto apontamos as responsabilidades do Governo actual como continuador das políticas do filofranquista Partido Popular.

Porque o recámbio necessário para as forças acobardadas e continuístas que hoje governam a autonomia nom é a volta da extrema-direita espanholista, senom a ruptura democrática e anticapitalista que dê o poder ao nosso povo trabalhador.

 

 

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Agosto de 2006: Núñez Feijó rindo-se d@s que combatiam os fogos florestais a sério durante a última crise incendiária