Milhares de pessoas tomam as ruas de várias cidades galegas contra a política florestal e anti-incêndios

10 de Agosto de 2006

Enquanto Rodríguez Zapatero, presidente do Governo espanhol, fazia de conta que se preocupava com a situaçom de crise nacional na Galiza, milhares de pessoas saírom às ruas de Compostela, Vigo, Corunha e outras cidades galegas, de maneira espontánea, mediante mensagens em foros da Internet e por sms, para denunciar a situaçom extrema que a Galiza vive neste mês de Agosto com a proliferaçom de uns incêndios sem precedentes quanto à virulência, organizaçom e clareza de objectivos dos ataques.

A passividade e falta de previsom institucional ficou claramente em evidência, e sectores populares decidírom, à margem das siglas partidárias, tomar as ruas reclamando mudanças radicais na política ambiental, florestal e urbanística no nosso país.

Membros de organizaçons ecologistas, independentistas, culturais, sectores libertários, sindicalistas e pessoas sem adscriçom política marchárom polas ruas da capital (vários milhares) e de Vigo, principalmente. De maneira incrível, também algumha responsável política do BNG se incorporou à mobilizaçom da capital galega, apesar de ser esse grupo político que mantém a máxima responsabilidade institucional na política anti-fogos da actual Junta.

A esquerda independentista aderiu às mobilizaçons reclamando umha transformaçom radical na política florestal e assinalando as responsabilidades do PP por tantos anos de conivência com os fogos estivais, mas também as do actual governo bibartido (PSOE e BNG), pola sua passividade durante 12 meses de governo supostamente "alternativo" em que a política do PP foi mantida, segundo o próprio BNG já reconheceu.

Em Compostela convocárom-se novos actos para hoje mesmo no centro social da Gentalha do Pichel, com vistas a continuar as acçons de protesto e outras para enfrentar esta nova crise nacional.

Deste espaço informativo e político independentista e comunista, parabenizamos a iniciativa espontánea popular e encorajamos os sectores mais conscientes do povo trabalhador galego a continuar a pressom sobre as instituiçons, nomeadamente a Junta da Galiza, para que se persigam os verdadeiros interesses urbanísticos, madeireiros, políticos e de todo o tipo que existem por trás da actual campanha de terrorismo socioambiental.

 

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