Galiza queimada: a hora de fazer balanço e assumir responsabilidades

16 de Agosto de 2006

As dimensons do desastre ambiental que a Galiza viveu nas últimas semanas situam em 80.000 as hectares queimadas em doze dias, sem contar as situadas em territórios como o Berzo, nom contabilizados pola Junta da Galiza. Quatro pessoas morrêrom queimadas e, além disso, 1.000 casas, 500 núcleos de populaçom e 80 concelhos vírom-se ameaçados por uns fogos que, mais do que nunca, fôrom declarados nas redondezas de locais habitados, na faixa atlántica da Galiza.

No que levamos de ano, os incêndios calcinárom quase 100.000 hectares só na Comunidade Autónoma da Galiza, o que supom o dobro de aquilo que ardeu nos restantes terrritórios que integram o Estado espanhol. Só em 1989 houvo piores resultados em superfície queimada, já que na altura tinham ardido 205.000 hectares.

Mas a crise dos fogos trouxo mais do que desastre socioambiental. Confirmou a evidência de um Governo autonómico que carece de alternativas claras ao fraguismo, que transmitiu à populaçom a frustraçom do "todos som iguais", pondo de novo dramaticamente de actualidade a incompetência, a improvisaçom e o continuísmo como sinais de identidade das três principais forças políticas actuantes na Galiza, prostradas por igual perante o neoliberalismo imperante e sem soluçons para os problemas derivados da nossa falta de soberania como naçom.

Com a chegada da chuva e quase já sem incêndios, está na hora de os responsáveis políticos, todos eles e particularmente os que formam o actual Executivo autonómico, começarem a render contas do desastre e, sobretodo, de romperem com a política ambiental, florestal e urbanística do PP. Para o exigirmos é que deve servir a mobilizaçom do próximo dia 20, convocada pola Plataforma Nunca Mais.

 

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