França: Movimento operário e estudantes apontam o caminho

10 de Abril de 2006

O povo francês demonstrou mais umha vez que a luita sem concessons é a melhor garantia em defesa dos interesses populares, o único meio de fazer frente à maré neoliberal que o capitalismo mundial quer impor aos povos.

Dez semanas de luita nas ruas, com milhons de pessoas a protagonizarem jornadas de protesto, fazendo frente às centenas de detençons e a violência repressiva, véu a dar os frutos: o presidente Jacques Chirac declarou que vai "substituir" o chamado Contrato Primeiro Emprego (CPE) por um outro dispositivo de reinserçom profissional. A derrota dos planos neoliberais do primeiro ministro, Dominique de Villepin, e da maquilhagem proposta polo próprio Chirac foi só possível pola decidida actuaçom do movimento estudantil e de classe, numha ampla mobilizaçom contra o projecto reaccionário agora retirado.

Nom é a primeira vez que o povo trabalhador francês se situa à frente das luitas no continente. Já nas décadas de 80 e 90 do século passado conseguiu tombar reformas como a universitária (1986), a reduçom do salário mínimo (1994 e 1995) ou a reforma das pensons (1995), para já nom falarmos do espectacular nom à Constituiçom europeia explicitado no ano passado num referendo que levou a crise aos planos do imperialismo europeu.

É claro que a burguesia francesa continuará a querer fazer engolir ao povo trabalhador as suas receitas de selvagismo neoliberal em matéria sociolaboral. Também é evidente que o imediatismo dos objectivos do movimentos de massas por si só nom fará cair o sistema capitalista em França. No entanto, quando vemos como no Estado espanhol e na Galiza os sindicatos estatais se vendem abertamente perante as extorsons do grande capital, o exemplo do povo francês demonstra qual é a via para começar a derrotar os planos do capital e rearmar o movimento popular com conteúdos de classe e anti-capitalistas: unidade, organizaçom e luita.

 

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