Reivindicam no alto do Furriolo vigência da causa revolucionária galega 70 anos depois do holocausto

8 de Outubro de 2006

Vista geral da concentraçom de ontem no alto do Furriolo

O Dia da Galiza Combatente, convocado por NÓS-Unidade Popular desde 2001 para comemorar capítulos relevantes da luita popular galega pola soberania nacional e o socialismo, foi dedicado nesta ocasiom às "vítimas do holocausto galego", coincidindo com o septuagésimo aniversário do golpe de estado fascista.

Várias geraçons de militantes comunistas e nacionalistas coincidírom no alto do Furriolo, cenário preferente de actuaçom dos esquadrons da morte do franquismo logo a seguir ao levantamento do 18 de Julho de 1936. Um acto carregado de emoçom, no qual participárom independentistas chegados de numerosos pontos da Galiza, junto a familiares de represaliad@s e a associaçons que fam trabalho de recuperaçom da memória antifascista galega.

Várias geraçons de militantes coincidírom na homenagem às vítimas do holocausto galego

Numerosas bandeiras da Galiza e vermelhas servírom para reivindicar, ao pé do mural realizado no local a iniciativa da associaçom Arraianos polo artista Xosé Vizoso, as figuras de milhares de assassinados no Furriolo e em todo o País: comunistas, anarquistas, nacionalistas galegos... umha homenagem sem exclusons a toda umha geraçom de luitadoras e luitadores exterminados polo fascismo.

No acto, sob ameaça permanente de chuva, tomárom a palavra em primeiro lugar @s poetas Ramiro Vidal, Igor Lugris, Rosanegra e Cruz Martínez. A seguir falárom Concha Nogueira, presidenta da Associaçom Viguesa Memória do 36, Diego Bernal, da organizaçom juvenil independentista BRIGA, Lois Peres Leira, do Comité Galego Bolivariano, e Carlos Morais, em representaçom da Direcçom Nacional da organizaçom convocante: NÓS-Unidade Popular.

Um momento da alocuçom de Carlos Morais em representaçom da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Também alguns vizinhos e vizinhas da zona se somárom à concentraçom, mas a ameaça contra a iniciativa política de ontem, porém, nom chegou só por parte da chuva. A Guarda Civil controlou em todo o momento o acesso ao alto do Furriolo, dando continuidade às ameaças e assédio policial nos dias prévios, incluindo o "papelom" do presidente da Cámara de Ribadávia polo PSOE, Marcos Branco, que increpou @s companheir@s que colavam cartazes nas ruas da vila da comarca do Ribeiro. Bruno Lopes Teixeiro, responsável de Organizaçom de NÓS-UP, denunciou essa intolerável perseguiçom à actividade política da esquerda independentista, entre aplausos das pessoas assistentes.

A Internacional e Hino Nacional da Galiza marcárom o fim do acto político propriamente dito. Começou entom um jantar de confraternizaçom em que participou boa parte d@s pessoas concentradas no alto do Furriolo. Toda a informaçom e umha completa galeria de imagens sobre a jornada podem ser consultadas no web de NÓS-UP.

 

:: Mais informaçons sobre o mesmo tema

Pressom institucional contra a memória antifascista no alto do Furriolo (+...)

Vítimas do holocausto galego protagonizarám Dia da Galiza Combatente (+...)

 

Voltar à página principal