AGIR critica "timidez" da proposta de Galescolas da Junta

24 de Maio de 2006

A entidade estudantil independentista, AGIR, pronunciou-se em dias passados sobre a proposta apresentada polo vice-presidente do Governo autonómico, Anxo Quintana, para a criaçom de umha rede de escolas de ensino infantil em que, segundo anunciou, os pais e maes escolherám a língua veicular de cada turma.

A iniciativa, baptizada como "revoluçom tranqüila" polo porta-voz do BNG, seguirá o traçado ao respeito no Plano de Normalizaçom da Língua Galega aprovado polas três forças parlamentares em 2004, pom em destaque, indica AGIR, a falta de integraçom da Conselharia da Educaçom numha política lingüística diferente da aplicada até hoje pola Administraçom autonómica.

De facto, a proposta corresponde à Vice-Presidência, como parte da sua "política social", desligado da política educativa. AGIR afirmou que "o ensino infantil deve deixar de ser um privilégio vendido baixo o fachendoso compromisso com a igualdade, para tornar parte essencial dum todo: um sério sistema educativo nacional para Galiza".

A entidade estudantil lembra, aliás, que as 14.000 vagas públicas que irám ser oferecidas para o ensino infantil fica muito longe das 60.000 totais que continua a hegemonizar a iniciativa privada, daí que afirme que "um rasteiro 23% que de nengumha maneira pode erguer-se em "numerologia revolucionária", como pretende Quintana. Nem tam sequer se achega à terceira parte que sugere a privatizadora Europa do capital".

Inclusive do ponto de vista lingüístico, a medida é claramente insuficiente num país em que a escola é "a mais importante fábrica de espanhol-falantes, isto é, a mais monstruosa máquina destruidora da galeguidade na sua manifestaçom mais representativa, a lingüística". AGIR reclama já um alargamento da iniciativa, bem como a sua integraçom num projecto educativo global que favoreça a recuperaçom da nossa língua na escola, e critica a restriçom a 33% dos conteúdos em galego nas zonas espanholizadas, maioritárias quanto a populaçom matriculada. O espanhol manterá, assim, o seu claro predomínio.

Posiçom da Conselharia da Cultura

Entretanto, Laura Sanches Pinhom, conselheira da Educaçom, e cujo departamento fica à margem da iniciativa, afirmou em relaçom ao projecto de Quintana que "temos umha grande sorte de poder usar duas linguas, sem nengum conflito, e cremos que a educaçom tem de ser nas duas e está-se nisso". Em linha com a ideologia do PP em relaçom a qual deve ser o modelo educativo em relaçom à língua, declarou que, na Galiza, "a língua vive-se sem conflito e onde nom há conflito, nom devemos criá-lo."

Acusaçom de "plágio"

Em relaçom ao mesmo assunto, a Associaçom VOGAL (Viveiro e Observatório de Galescolas) denunciou publicamente que o nome da iniciativa da Conselharia que preside Anxo Quintana foi apresentado pola referida entidade numha entrevista com a Secretária Geral da Igualdade, Carme Adám, quem lhes manifestara o interesse dela e da Vice-Presidencia no projecto. A entidade anunciou que "iniciará as acçons administrativas e judiciais para defender os seus direitos como legítima proprietária, e contactará oficialmente com a Vice-Presidência para lhe manifestar o seu mal-estar e estudar as possíveis saídas a este conflito de interesses".

 

 

Voltar à página principal