Intervençom de Igor Lugris na comemoraçom do X Aniversário

28 de Abril de 2006
Reproduzimos a seguir as palavras dirigidas polo camarada Igor Lugris, membro do Comité Central do nosso partido, aos e às presentes na ceia e acto político do passado dia 22 de Abril, em que foi comemorado o décimo aniversário de Primeira Linha.
Intervençom de Igor Lugris na comemoraçom do X Aniversário
É forte
a tentaçom de fazer umha intervençom meláncólica
e nostálgica, com motivo deste décimo aniversário de
Primeira Linha. Mas a minha intençom nom é essa. E nom o é
porque nengumha das pessoas que estamos hoje aqui vimos pensando em encontrarmo-nos
com camaradas, companheiros e companheiras, amigas e amigos para rememorar
tempos passados, para lembrar que novos eramos há dez anos, quedistinto
era todo e como eramos capazes de fazer cousas que agora já nos cansam.
Nom. Nom estamos por isso nem para isso hoje aqui.
É bem
reaccionária essa famosa frase, practicamente umha palavra de ordem
para muitas pessoas e mesmo para muitas organizaçons, incluso para
algumhas que se dim de esquerdas, transformadoras e revolucionárias,
essas frase que di "qualquer tempo passado foi melhor". E nom é
certo. O que podemos dizer de qualquer tempo passado é que foi distinto,
que foi diferente, que foi outro. Como di nom sem retranca a sabedoria popular,
"qualquer tempo passado foi anterior".
Era também
distinta a Galiza de há dez anos, em que um grupo de pessoas, de moços
e moças, decidimos que era preciso, que era urgente, encher esse oco
existente no campo da esquerda, o oco dumha organizaçom política
comunista e independentista galega. Nestes dez anos, muitas pessoas temos
contribuído para criar, com erros e acertos, com dificuldades e entraves,
este projecto que hoje celebra os seus primeiros dez anos, e que tem contribuído,
modestamente, na medida das suas forças e possibilidades, a fazer com
que a situaçom da Galiza de hoje, da Galiza de 2006, seja distinta,
diferente, à da Galiza de 1996. Em diversos aspectos, em diversos campos.
Mas hoje, dizia
ao princípio, nom vimos falar do passado. Nom. Estamos aqui porque
sabemos que é necessário, hoje igual que ontem, que é
urgente, seguirmos a falar do futuro. Isso era que falavamos em 1996. Disso
é que seguimos a falar hoje. Do futuro desde o presente. Se este projecto
segue a existir hoje, nom é para celebrar dez anos, mas para se preparar
para estar aqui dentro de outros dez anos. O motivo de estarmos vivos, como
projecto, mas também como pessoas, é seguir vivendo.
Pode que dentro
de dez anos esta celebraçom nom nos reúna em Compostela (eu,
por se servir de algo, já proponho que os vinte anos os comemoremos
em Ponferrada), pode que algumhas das pessoas que hoje estamos aqui já
nom estejamos, ou que algumhas que hoje nom estám estejam entom, pode
que mesmo a organizaçom política que nos convoca já nom
se chame assim (quem sabe, já nestes dez anos perdimos três letras),
mas se no ano 2016 um projecto comunista e independentista, um projecto marxista-leninista
galego, continua a existir, entom, saberemos que a celebraçom de hoje
tivo sentido. Saberemos que o esforço destes dez primeiros anos nom
foi em balde, e saberemos que haverá um motivo para seguir adiante.
Os partidos políticos
som ferramentas de trabalho, e Primeira Linha tem demonstrado nestes dez anos
que é umha ferramenta de trabalho útil. Mas nom só. Tem
demonstrado que é umha ferramenta de trabalho necessária. Se
Primeira Linha nom existisse, podemo-lo dizer com orgulho, haveria que fundá-la.
Pode que nom se chamasse assim, pode que as faces, os nomes, os aspectos mais
visíveis fossem distintos, mas existiria. Porque nom nasceu Primeira
Linha pola decisom de um grupo de pessoas, que também, mas pola necessidade.
É um velho axioma: "a necessidade cria o órgao".
Por último, em meu nome, e estou seguro que também em nome de muitas e muitos dos camaradas que hoje estam aqui, só me resta agradecer a todas as pessoas assistentes a sua presença, mas, sobretodo, agredecer a todas as camaradas e a todos os camaradas, os que estám presentes e os que por diversos motivos podam estar ausentes, agradecer a possibilidade de formarem parte deste projecto. Estou orgulhoso de ser um militante comunista, um militante de Primeira Linha, mas isso só é possível porque entre todas e todos construímos dia a dia o Partido. O Partido de que precisamos, o Partido que é necessário.
Avante na luita!
A luita é o único caminho!
Berrai comigo:
Viva Galiza Ceive e Socialista!
Viva Galiza Unida!
Viva o Marxismo-Leninismo!
Compostela, 22
de Abril de 2006
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