Política de comunicaçom da nova Junta da Galiza mantém estratégia espanholizadora

11 de Julho de 2006

Um ano depois da chegada ao poder do PSOE e o BNG, a política lingüística continua firmemente orientada em direcçom à marginalizaçom do galego e a extensom do espanhol. Esta evidência, denunciada já de diversos ámbitos, confirma-se de maneira clara nos meios de comunicaçom perante a chegada da televisom digital.

A falta de estratégia alternativa por parte do BNG possibilitou que o Conselho da Junta da passada quinta-feira aprovasse a proposta do PSOE, que fortalece os meios espanholizadores e afasta qualquer perspectiva institucional de apoio à galeguizaçom do panorama mediático.

O Grupo Prisa, sustento mediático do PSOE, e Prensa Ibérica, som as empresas beneficiadas polas concessons de canais de emissom digital local. Ficam de fora emissoras independentes, com longos anos de actividade, incluídas as que mantinham algum compromisso lingüístico com o País.

Diversos meios apontárom o carácter ilegal das concessons aprovadas polo PSOE, numha operaçom que deixou o BNG fora de jogo e sem alternativa, apesar de saber-se já há anos que os meios digitais suporiam um repto sem precedentes para garantir um espaço à nossa língua e à pluralidade informativa na Galiza.

É verdade que algumhas das emissoras excluídas também nom apostavam na nossa língua, mas a entrega do espaço digital aos impérios espanhóis da comunicaçom, alheios à realidade e à língua do País, supom mais umha ameaça para umha comunidade lingüística já em grave perigo como é a galega. Especial gravidade atinge neste contexto a falta de política mediática do BNG, incapaz de condicionar as regras e normativa de concessons de TDT e a posta em andamento de projectos mediáticos ao serviço da Galiza.

De pouco serve que, no momento da votaçom, os conselheiros do BNG nom apoiassem as propostas do PSOE para a entrega das concessons aos seus amigos. O BNG demonstrou que nom tem alternativa e submeteu-se à vontade do PSOE. Todo indica que o nacionalismo domesticado continuará a legitimar a política espanholista da nova Junta, desfrutando, isso sim, das regalias que a instituiçom autonómica oferece aos seus altos cargos. Perdem a Galiza e a língua.

Estudo confirma espanholizaçom nas idades mais baixas

Entretanto, hoje mesmo soubemos de um estudo de investigaçom da Universidade de Santiago de Compostela (USC) que confirma o avanço da espanholizaçom nas galegas e galegos de menor idade, na altura em que aprendem a falar.

Brian J. MacWhinney, responsável polo estudo em questom, confirma empiricamente que o galego está a ser abandonado por parte das crianças em favor do espanhol, apesar dos longos anos de suposta "política normalizadora" da instituiçom autonómica. Mais umha prova da inadequaçom do modelo autonómico na hora enfrentar os graves problemas da Galiza nestes inícios de um novo milénio em que a nossa identidade se acha nas piores condiçons objectivas da história.

 

:: Mais informaçons sobre o mesmo tema

NÓS-UP reclama ao BNG que passe "das palavras aos factos" em matéria lingüística (+...)

NÓS-UP alerta contra a espanholizaçom da Televisom Digital Terrestre e reclama nova normativa legal (+...)

O PP quer deixar "atado e bem atado" o panorama audiovisual na Galiza (+...)

A Junta abre as portas à espanholizaçom da nova Televisom Digital Terrestre (+...)

 

 

Voltar à página principal