Empresários da construçom querem via livre para asfaltar o litoral galego

11 de Julho de 2006

O secretario geral da Federaçom de Promotores de Edificaçom e Solo da Galiza (Feproga), Juan José Yáñez, reclamou abertamente perante os meios de comunicaçom via livre para que a costa galega continue a ser asfaltada e posta ao serviço dos seus interesses especulativos.

Em concreto, Yañez aspira à chegada de 200.000 novos residentes estrangeiros à costa galega nos próximos dez anos, graças aos planos de urbanizaçom selvagem que a entidade patronal do sector pretende levar a cabo. As contas partem das previsons do INE (Instituto Nacional –espanhol- de Estatística), que falam da escolha do litoral espanhol (Andaluzia e ilhas) como destino residencial de até 400.000 pessoas por ano, procedentes doutros estados da Uniom Europeia.

Ángel Gallego (Aproin) e Juan José Yañez (Frepoga), dirigentes do sector imobiliário e da construçom na Galiza, defensores da urbanizaçom sem limites na costa galega

Os empresários da construçom na Galiza aspiram a umha fatia desses novos residentes, criando condiçons para que a Galiza se converta em destino de férias e segunda residência de turistas de alto nível procedentes da Uniom Europeia. Esse seria, nos planos do sector especulador assente na Galiza, o “motor do crescimento demográfico e económico” galego nos próximos anos.

Yañez e os seus sequazes exprimírom as suas queixas polos controlos legais “que poderiam frustrar um crescimento populacional e económico como nom tinha acontecido até agora”, riscando as restriçons de “proibiçons absurdas” e assinalando que os empreiteiros e empresários da construçom som os “mais interessados” no desenvolvimento sustentável da costa galega.

Polos vistos, Yañez esquece que o sector que representa sempre tivo carta branca para aplicar o seu “modelo sustentável”, com uns resultados bem palpáveis em forma de destruiçom do meio e atentados urbanísticos sem conta no nosso país. A procura do lucro carente de qualquer escrúpulo, o branqueamento de dinheiro e a especulaçom resumem a actividade desse sector económico na Galiza, incluindo a exploraçom do pessoal assalariado ao ponto de se converter num dos sectores mais precarizados e castigados polos acidentes laborais.

Os planos de futuro do sector empresarial da construçom, incluindo sem dúvida o financiamento dos principais partidos para garantir normas urbanísticas e ambientais “flexíveis”, é mais um motivo de preocupaçom para a Galiza, cada vez mais ameaçada por agressons urbanísticas protagonizadas polos bandos de especuladores tam bem representados por Juan José Yañez.

Greenpeace e Verdegaia reclamam controlo democrático e ambiental no urbanismo

Entretanto, as entidades ambientalistas Greenpeace e Verdegaia pronunciárom-se nos últimos dias sobre a ameaça urbanística, questionando a "escassa credibilidade" de "todas as forças políticas" em relaçom a este tema.

Perante os conflitos e casos de corrupçom surgidos em diversos pontos da Galiza (Vigo, Nigrám, Cangas...), em que se vírom envolvidas as três organizaçons políticas maioritárias na Comunidade Autónoma da Galiza, as citadas organizaçons reclamam "a necessidade de umha ordenaçom do território baseada no respeito aos espaços naturais, umha gestom municipal transparente, participativa e aberta à sociedade, a luita implacável contra a corrupçom, a aplicaçom de medidas de controlo e sançom e a exigência de responsabilidades a quem se obstina em confundir o mandato público com o seu benefício privado".

 

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