Realizador marxista triunfa em Cannes com umha fita que denuncia o imperialismo

29 de Maio de 2006

No mesmo dia em que chegam notícias de novas carnificinas de civis protagonizadas polas tropas ocupantes no Afeganistám, soubemos também da vitória do realizador británico Ken Loach no Festival de Cannes, com a fita "The Wind That Shakes the Barley" (literalmente, "O vento que sacode a cevada"). A acçom do filme ganhador da Palma de Ouro situa-se na guerra de independência irlandesa, em 1920, denunciando nom apenas o imperialismo británico da altura, mas por extensom todos os imperialismos actualmente existentes, com destaque para o ianque -e británico- que levou a guerra e a destruiçom ao Iraque e ao Afeganistám nos últimos anos.

De maneira explícita, o realizador declarou que "Há sempre nalgum país um exército de ocupaçom, ao qual a populaçom resiste. Nom preciso de esclarecer em que lugar do mundo é que hoje Gram Bretanha tem, ilegalmente, um exército de ocupaçom", acrescentando que "a guerra do Iraque foi ilegítima, contrária às convençons de Genebra e à Carta das Naçons Unidas, e baseada em mentiras. É indefensável".

Ken Loach, autor de numerosos filmes de mensagem anticapitalista e de denúncia do neoliberalismo, fijo do reconhecimento ao seu último filme umha reivindicaçom do anti-imperialismo, com destaque para o británico na Índia, no Quénia ou na própria Irlanda, mas também para o espanhol na América, e sobretodo do anglo-norte-americano que continua a massacrar povos como o iraquiano e o afegao.

A vitória da fita de Loach, que derrotou as aspiraçons do realizador espanhol Pedro Almodovar ao prémio maior da cinematografia europeia, é umha boa nova para o movimento anti-imperialista internacional, e para a necessária subsistência de umha arte com mensagem que combate, nas coordenadas artísticas e sociais, o capitalismo.

 

 

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