Instrumentalizaçom autonomista de Nunca Mais amplamente questionada

20 de Agosto de 2006

Perto de 10.000 pessoas secundárom na manhá de hoje a manifestaçom nacional convocada pola "plataforma" Nunca Mais contra os incêndios florestais. O que estava concebido como um acto de adesom ao governo autonómico nom atingiu nengum dos objectivos dos organizadores. A mobilizaçom reuniu nas ruas de Compostela muita menos gente da prevista, e umha boa parte d@s assistentes mantivérom umha posiçom crítica com a gestom da Junta do PSOE-BNG na vaga incendiária que padeceu Galiza há menos dumha semana e que queimou perto de 100 mil hectares de monte.

Centos de pessoas participárom no cortejo da "Plataforma contra os incêndios florestais", constituida por AGIR, AMI, BRIGA, Burla Negra, CEIVAR, Esquerda Unida, MNG, Mulheres Transgredindo e NÓS-UP, trás umha faixa com a legenda "Defendamos os nossos montes. Esta barbárie também tem responsáveis políticos".

Sete grandes fotografias de Emílio Peres Tourinho, Mariano Rajoi, Pachi Vázquez, Soares Canal, Anjo Quintana, Alberto Nuñez Feijó e José Luis Rodríguez Zapatero, onde aparecia impresa a acusaçom de Responsáveis e "STOP à destruiçom do País", abriam o numeroso e nutrido cortejo da esquerda independentista, no que se podiam ver faixas de NÓS-UP e BRIGA. Dúzias de manifestantes portavam cartulinas amarelas distribuidas por NÓS-UP com legenda "STOP à destruiçom do País. PP-PSOE-BNG responsáveis".

A organizaçom juvenil BRIGA portava umha faixa com a legenda "Se Galiza arde lume contra os responsáveis" ilustrada com um fogo que queimava os anagramas dalgumhas das mais importantes empresas vinculadas com a especulaçom imobiliária e a indústria madereira, além dos do BNG, PSOE e PP.

Durante o trajecto da manifestaçom que desde a Alameda até a Quintá percorreu boa parte das principais artérias compostelanas, fôrom muitas as palavras de orde que denunciárom as responsabilidades directas das empresas imobiliárias, urbanísticas e madereiras com os incêndios florestais.

Mas também se ouviu por primeira vez "PSOE-BNG a mesma merda é" e outras palavras de ordem denunciando as responsabilidades do governo bipartito nos incêndios por perpetuar idêntica política florestal e agrária da etapa do PP: "Soares Canal, todo segue igual", "Com o novo governo Galiza segue ardendo".

Posteriormente na praça da Quintá militantes das juventudes do BNG tentárom ocultar, empregando a violência a presença das grandes fotos com os retratos de dirigentes do PSOE, PP e BNG, numha mostra de nervosismo e falta de respeito à liberdade de expressom daqueles que pretendérom converter a praça da Quintá em algo semelhante a aquelas mobilizaçons franquistas de adesom ao Caudilho da madrilena praça de Oriente.

 

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