Ponte Areas lembrou mártires da liberdade

26 de Agosto de 2006

No serám de ontem, sexta-feira,tivo lugar num conhecido restaurante da vila do Tea a homenagem-ceia às represaliadas e represaliados pola repressom fascista.

A Comissom pola Memória Histórica do 36 de Ponte Areas é a entidade organizadora deste primeiro acto que lotou a sala onde o historiador e co-porta-voz da plataforma, Ángel Rodríguez Gallardo, explicou os motivos e as razons da sua constituiçom, para posteriormente dar a palavra ao ex-guerrilheiro do Berzo Francisco Martínez López "Quico".

O autor do livro "Guerrilheiro contra Franco" fijo fincapé na necessidade de recuperar a memória e evitar que os milhares de vítimas do fascismo sigam sem reconhecimento institucional. O companheiro de luita armada do mítico Girón denunciou a atitude do PSOE no anteprojecto de Lei da memória histórica, por nom anular os julgamentos sumaríssimos realizados polas autoridades franquistas.

Posteriormente, Ángel Rodríguez Gallardo retomou a palavra para dar a conhecer um a um os nomes e datas do morte dos mais de cinqüenta antifascitas assassinados nas comarcas do Condado e da Paradanta entre o 18 de Julho de 1936 e 1942.

Maria Concepción González Trigo, filha do último presidente da Casa do Povo de Ponte Areas, Hermínio González Covelo, cujo cadáver apareceu numha estrada do monte Confurco; Marcial Garcia Rodríguez, filho de Marcial Garcia Pita, militante socialista preso em Sam Simom; e Maria José Fernández Vega, filha do médico residente em Ponte Areas e destacado dirigente de Esquerda Republicana que ocupou o cargo de Governador Civil de Lugo e Málaga, José António Fernández Vega, dérom a conhecer as suas lembranças dos sucessos que truncárom as suas jovens vidas como testemunhas directas da barbárie fascista.

O acto finalizou com umha nova intervençom de Ángel Rodríguez Gallardo, agradecendo a importante assistência e dando a conhecer as futuras iniciativas, consistentes num recital poético e concerto a realizar em Setembro e um ciclo de palestras que se desenvolverám em Outubro, assim como a campanha para divulgar entre o maior número de pessoas uns sucessos que a historiografia oficial e a lógica do actual regime emanado da ditadura teima em ocultar.

A Comissom também tem previsto levantar um monumento a todas as vítimas do fascismo no Condado.

Posteriormente realizou-se umha ceia em que particiupárom mais de umha centena de pessoas representativas das diversas expressons da esquerda local, entre elas NÓS-UP, que conformam a Comissom, assim como familiares e amig@s de represaliad@s.

 

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Vista da mesa em que tomárom a palavra o ex-guerrilheiro Quico e outras testemunhas da repressom franquista
Aspecto geral da sala em que decorreu o acto de lembrança dos mártires da liberdade
Umha ceia de confraternizaçom serviu para concluir a bem sucedida jornada antifascista de Ponte Areas