O PSOE mostra o seu verdadeiro rosto antigalego perante a passividade do BNG

20 de Outubro de 2006

O conselheiro da Presidência da Junta da Galiza, máximo representante da linha mais espanholista do PSOE no nosso país, voltou a sair em defesa do espanhol, reclamando um ainda maior esvaziado de conteúdos na Lei de Normalizaçom Lingüística em vigor desde 1983. Longe de ser aplicado o Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega aprovado em 2004, umha parte do Governo autónomo quer reduzir ainda mais os direitos lingüísticos reconhecidos aos galegos e às galegas, perante a falta de reacçom da outra parte do mesmo Governo.

A proposta concreta de Mendes Romeu foi a legalizaçom da toponímia barbarizada a partir do caso da Corunha, mas a sua "reflexom" diante dos microfones da imprensa serviu ainda para santificar a política lingüística do PP, ao falar de um panorama de bilingüísmo sem conflito nas últimas décadas, "esquecendo" os resultados de absolutamente todos os estudos estatísticos, que marcam o ponto mais baixo da história quanto a usos sociais. Quando a situaçom do galego-português é de umha gravidade mais extrema, um dos máximos responsáveis da Junta sai para pedir mais poder para o espanhol.

NÓS-Unidade Popular contestou as palavras de Mendes Romeu exigindo a sua "imediata destituiçom", enquadrando-as numha política lingüística continuísta que permite aos espanholfalantes "desenvolverem a sua vida integralmente em espanhol" sem problemas, enquanto a populaçom galegofalante "enfrenta crescentes problemas para manter essa fidelidade".

A formaçom soberanista e socialista reclama ao BNG e ao PSOE "formal e firmemente, mais umha vez, umha mudança real em relaçom às políticas lingüísticas do PP".

 

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