Sector do metal vai à greve no Sul da Galiza

4 de Maio de 2006

Mais de 20.000 trabalhadores e trabalhadoras estám chamados a aderirem à greve indefinida no sudeste da Galiza, em 2.800 empresas. A falta de disposiçom dos patrons a cederem incrementos salariais e a recusa operária a umha maior flexibilidade horária motivou a convocatória de umha greve com carácter indefinido, que na primeira jornada tivo um apoio maciço dos trabalhadores e trabalhadoras.

O sindicalismo nacional e de classe tem um peso importante na área atingida pola greve, que exige também avanços na regularizaçom dos contratos, para combater a precariedade e eventualidade. A tabela reivindicativa sindical reclama um incremento salarial de 800 euros no primeiro ano e do IPC real mais 1,5 pontos os dous seguintes de vigência do convénio, por forma aos trabalhadores e trabalhadoras recuperarem parte da sua capacidade aquisitiva. O patronato nega-se a ceder nesse aspecto, basilar na convocatória de greve indefinida.

Vigo foi palco das primeiras acçons de luita na jornada de ontem, com cortes de tránsito, manifestaçons e pressom sobre as instituiçons para que se reconheçam as reivindicaçons operárias, oficialmente apoiadas por todas as centrais sindicais. Alguns meios de comunicaçom pró-patronais fôrom objecto de ataques, numha jornada em que as forças repressivas, helicópteros incluídos, ameaçárom continuamente as mobilizaçons operárias. Também alguns dirigentes sindicais ligados ao espanholismo pactista chamárom à baixar a intensidade da luita em próximas datas, frente à combatividade de alguns sectores obreiros.

Pola nossa parte, de Primeira Linha queremos transmitir o nosso incondicional apoio aos companheiros e companheiras em luita por umhas condiçons de trabalho dignas, num sector em que o grau de eventualidade ultrapassa os 70% e a perda de poder aquisitivo tem sido importante ano após ano. Está na hora de dizer basta.

 

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