Patrons nom querem cumprir acordo assinado em Maio e luita volta ao naval viguês

2 de Setembro de 2006

As representaçons sindicais anunciárom que os trabalhadores e trabalhadoras dos grandes estaleiros da ria de Vigo retomarám as mobilizaçons a partir da segunda-feira, umha vez comprovado que os patrons nom querem aplicar o acordo assinado em Maio para frear a firme luita do sector.

Tal e como vaticinaram sectores dos trabalhadores e trabalhadoras contrários à assinatura do acordo, as direcçons patronais estám a incumprir o assinado em Maio após duras e maciças mobilizaçons operárias. O precipitado acordo assinado polos sindicatos na altura, quando os patrons estavam só meio noqueados, provoca agora que recuperem a soberba e tenha que ser retomado o caminho da pressom operária, começando por rejeitar as horas extra impostas e continuando pola convocatória de greves nas empresas directamente afectadas.

Os patrons teimam em desrepeitar os acordos, mantendo as condiçons de precariedade laboral, nomeadamente nas empresas auxiliares do sector. Querem mais horas extra em nome da "produtividade" e a "rendabilidade", e pretendem reduzir o ámbito de aplicaçom dos pontos mais favoráveis aos obreiros e obreiras incluídos no acordo de Maio, enfrentando e dividindo os quadros de pessoal para evitar a luita conjunta.

O pessoal de Barreras, Vulcano, Armón, Freire e Metalships & Docks, além de duas empresas auxiliares que trabalham para elas, está convocado para as jornadas de luita ao longo da próxima semana. Ao todo, por volta dos 6.000 operários e operárias retomarám as acçons em defesa dos direitos laborais que os patrons querem atropelar.

A entidade patronal do sector, "Associaçom de Industriais metalúrgicos da Galiza" (Asime) já começou a utilizar os media do sistema para tentar desacreditar as posiçons obreiras, acusando-as de "irresponsabilidade absoluta" e de ser umha luita "aberrante e irresponsável".

Os meios de comunicaçom ao serviço da burguesia começárom já a sua campanha de desprestígio da luita obreira. Nós, pola nossa parte, chamamos o povo trabalhador a dar cobertura a esta nova fase da justa luita dos companheiros e companheiras do naval do sul da Galiza. Há que lembrar como a juventude trabalhadora marcou unitária e combativamente o caminho no mês de Maio, para nom repetir os mesmos erros que conduzírom a ter que lamentar agora os incumprimentos empresariais.

 

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