Greve do metal estende-se, nível de luita aumenta

5 de Maio de 2006

Na terceira jornada da greve pola melhoria das condiçons de trabalho no sector do metal, convocada no sul da Galiza por todos os sindicatos, novas empresas aderírom estendendo as mobilizaçons e aumentando a combatividade dos protestos. Os principais estaleiros de Vigo somárom-se solidariamente à luita perante a negativa do patronato a negociar, o que significa mais 600 operári@s de estaleiros como Freire, Vulcano, Barreras ou Metalships..

O objectivo dos trabalhadores e trabalhadoras é alargar a greve aos 37.000 obreiros e obreiras do sector nas comarcas do sudeste galego, incluindo empresas como Citroën, Indugasa, Faurecia Asientos e todas as de automoçom, além dos estaleiros (Barreras, Vulcano, Freire, Armón, Poliships... O dia 11 foi marcado como data referencial para a confluência desse amplo movimento de luita.

Ao menos umha pessoa foi detida polas forças repressivas espanholas que tentam intimidar os trabalhadores e trabalhadoras, mas as manifestaçons e assembleias continuam, com acçons de protesto contundentes. Alguns dirigentes sindicais parecem ter mais medo dos próprios trabalhadores do que da polícia, e chamárom a reduzir o nível da luita. Outros, como Manuel Simom, da CIG, evitam cair na criminalizaçom mediática e do sistema, explicando o nível de confronto existente na rua: "o pessoal está cabreado e mui canso de tanta precariedade" (...) "som rapazes que trabalham em precário, estám mui cansos e explodem".

O patronato, através da Confederaçom de Empresários de Ponte-Vedra (CEP), reclamou "segurança", quer dizer, mais repressom e vias policiais para atalhar a revolta obreira, assim como o que denomina "livre actividade", eufemismo com que oculta as pressons dos patrons para evitarem que o pessoal poda aderir à luita.

Por seu turno, a presidenta da Cámara de Vigo polo PP, Corina Porro, pediu um pacto que finiquite a luita e reclamou abertamente repressom policial contra os trabalhadores e trabalhadoras. Cada vez mais polícia enche as ruas da maior urbe galega, cujos principais acessos estám cortados (porto, auto-estradas e túneis de Beiramar e Areal), pola acçom do movimento operário, que cada dia que passa é maior em participaçom e intensidade, com novas adesons solidárias.

 

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