Vigo: a polícia dos patrons, contra o povo trabalhador

9 de Maio de 2006

O melhor da classe trabalhadora galega enfrentou ontem em Vigo a violência institucionalizada polo actual sistema capitalista espanhol. As reivindicaçons proletárias por umhas condiçons de emprego dignas e o fim da sobreexploraçom achárom como resposta a brutalidade policial das forças de choque espanholas ao serviço do patronato.

Grande número de obreir@s ferid@s e 13 detid@s é o saldo provisório, com um operário gravemente contusionado polos fardados de azul, podendo ter perdido um olho como conseqüência de umha agressom, e um outro atropelado por umha carrinha policial. Um terceiro ficou com um braço partido e outros muitos com contusons de diversa índole.

A grave actuaçom violenta da polícia espanhola contra @s trabalhadores provocou que os sindicatos suspendessem qualquer negociaçom até os companheiros detidos ficarem livres. Umha actuaçom repressiva que respondeu aos contínuos chamados do chefe dos patrons da CEP (Confederaçom de Empresários de Ponte Vedra), José Manuel Fernandes Alvarinho, e da Presidenta da Cámara Municipal de Vigo, Corina Porro, para que a polícia esmagasse os protestos obreiros.

A violência fardada de azul e a resposta obreira

As cargas contra @s manifestantes, justificadas e defendidas pola Subdelegaçom do Governo espanhol, começárom quando os milhares de obreiros marchavam em direcçom à estaçom dos comboios viguesa, e a polícia se empenhou em lhes barrar o caminho. A brutal actuaçom das forças repressivas foi contestada por centenas de trabalhadores e trabalhadoras, nomeadamente jovens, que dérom exemplo de coragem e decisom no exercício do direito à revolta.

Representantes obreiros anunciárom que a luita vai continuar e poderá intensificar-se se o patronato continuar a manter posiçons extremistas.

A CIG denunciou a agresson policial e a responsabilidade da Subdelegaçom do Governo espanhol, que "atende, com esta violenta acçom policial, aos interesses e pressons da patronal, que leva, desde que começou o conflito, demandando umha resposta".

NÓS-Unidade Popular manifestou o seu incondicional apoio à luita operária no Sul da Galiza, apontando para o subdelegado do Governo espanhol na Galiza, Delfín Fernández, para o presidente da CEP, José Manuel Fernandes Alvarinho, e para Corina Porro, presidenta da Cámara de Vigo polo PP, como responsáveis pola repressom de ontem.

Também a juventude independentista e revolucionária organizada em BRIGA saudou a forte presença do proletariado jovem na luita destes dias em Vigo e noutros pontos do sul da Galiza, com um comunicado em que " apela a manter a combatividade, a dar batalha directa ao patronato nos centros de trabalho e nas ruas de Vigo, a prosseguir até dobregar ao empresariado e conseguir reduzir ao mínimo a precariedade laboral e aumentar os salários".

Imagens da violência policial contra a manifestaçom do metal em Vigo, emitidas pola TVG às 14.30h de ontem, estám já disponíveis aqui, com umha vergonhosa versom pró-policial a cargo da voz em off da televisom pública da Galiza.

Pola nossa parte, de Primeira Linha queremos solidarizar-nos com a luita do sector do metal no sul da Galiza e somar-nos às vozes que exigem a liberdade de todos os detidos e a demissom dos responsáveis polas agressons policiais.

E se o patronato nom cede... greve geral!

Viva a luita obreira e popular!

O povo vencerá!

Oferecemos a seguir algumhas imagens da jornada de luita em Vigo. Podes ver cada imagem aumentada clicando sobre ela:

Vista da multitudinária marcha operária sobre o centro de Vigo na manhá de ontem, e do início das agressons policiais a manifestantes
As provocaçons e violência policiais fôrom em aumento, incluindo detençons arbitrárias
Os trabalhadores e trabalhadoras vírom-se obrigados a responder à violência da polícia, mandada polas instituiçons ditas "democráticas" para defender os interesses da grande burguesia metalúrgica
Um obreiro foi atropelado por um veículo policial, um outro sofreu um grave traumatismo ocular e a um terceiro partírom-lhe um braço
O povo trabalhador galego mais precarizado e explorado deu em Vigo exemplo de luita e determinaçom na defesa de um futuro digno
   
A unidade e a luita voltárom a mostrar-se como a melhor arma do povo trabalhador contra os patrons e as suas forças de choque

 

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Umha nova geraçom de jovens trabalhadores e trabalhadoras fijo frente a umha inusitada violência institucional ao serviço dos patrons