Empresários de Ponte Vedra reclamam mais repressom policial

9 de Maio de 2006
Poucas horas depois da brutal actuaçom da Polícia espanhola contra milhares de pessoas que se manifestavam em defesa de um convénio justo num sector hiperprecarizado como o do metal, o organismo que agrupa os exploradores solicitárom um "reforço das medidas que garantem a ordem a todos os cidadaos", em clara referência a um incremento da repressom.
Ocultando os seus verdadeiros interesses -a extorsom económica a que submetem o proletariado metalúrgico-, os patrons afirmárom estar preocupados pola "imagem da província de Ponte Vedra", polo qual exigem que "se exerça com rigor as competências que permitem assegurar a ordem pública".
Umha nova provocaçom patronal aos trabalhadores e trabalhadoras, nomeadamente os mais jovens, que sofrem condiçons de emprego sob umha intensa exploraçom e que padecem as conseqüências da mesma em forma de acidentes laborais.
Também o Governo espanhol, responsável pola actuaçom da sua Polícia através da Subdelegaçom do Governo, justificou a violência policial, afirmando que nom houvo cargas (!) e que a polícia exerceu a autodefesa. No entanto, apenas há que ver quem pujo os atropelados, os feridos graves e os detidos para comprovarmos quem atacou e quem se defendeu na jornada de ontem.
Entretanto, milhares de trabalhadores e trabalhadoras concentrárom-se na manhá de hoje perante os julgados de Vigo para exigirem a liberdade dos 13 companheiros detidos, numha nova jornada de luita, enquanto as organizaçons obreiras e de esquerda continuam a reclamar a demissom irrevogável do subdelegado do Governo espanhol na Galiza.
Reacçons institucionais
Já informamos da posiçom de Corina Porro, presidenta da Cámara Municipal de Vigo polo PP, reclamando que a violência policial acabe com as reivindicaçons operárias. No entanto, nas últimas horas houvo outros representantes institucionais que se pronunciárom sobre o conflito e sobre o acontecido ontem em Vigo.
Tanto o presidente como o vice-presidente da Junta, pretendêrom ficar no meio termo à hora de avaliar o que está a acontecer na principal urbe galega. Tourinho limitou-se a pedir "diálogo" e que se evitem "cenas que se tenhem visto nestes dias, de confrontos polas ruas da cidade". A "saída pactuada" que devolva Vigo à "normalidade" parece resumir os objectivos de Tourinho no conflito, evitando ao mesmo tempo qualquer crítica à violência policial ordenada polo seu partido e qualquer apoio às reivindicaçons operárias.
O vice-presidente da Junta e porta-voz do BNG, Anxo Quintana, manifestou-se na mesma linha, chegando a reconhecer à Delegaçom do Governo espanhol e à Polícia espanhola que "estám a trabalhar para estimular a soluçom e nom para aumentar o problema". Isso sim, acrescentou que "nalgumhas ocasions, nom o conseguem".
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