Junta da Galiza e Cámara Municipal das Pontes disponhem-se a arrasar monumento megalítico de 5.000 anos

5 de Maio de 2006

O túmulo circular megalítico da Mourela, no concelho das Pontes, corre risco iminente de destruiçom polas obras da nova autovia que ligará as Pontes com Vilalva, segundo foi denunciado pola Plataforma Cidadá em Defesa do Círculo Lítico da Mourela, colectivo pontês que nos últimos meses tem tentado evitar a catástrofe.

Apesar de estar catalogado na página 571 do "Ordenamento xurídico dos bens culturais na comunidade autónoma de Galicia", editado pola Conselharia da Cultura, Comunicaçom Social e Turismo em 2004, os responsáveis da Conselharia da Política Territorial e Obras Públicas, com Mª José Caride (PSOE) à cabeça, asseguram que as obras passarám por cima do círculo lítico, umha vez que a Cámara Municipal das Pontes (BNG) nom mexeu um dedo para garantir a protecçom do monumento milenar, que poderá vir a ser asfaltado hoje mesmo.

O cromeleque da Mourela foi descoberto em 1929 por Frederico Macinheira, que publicou um trabalho conservado no arquivo do Seminário de Estudos Galegos e em que constata pola primeira vez a presença de dous círculos líticos pré-históricos no lugar da Mourela, no concelho das Pontes.

Polos vistos, o estudo de impacto ambiental das obras a autovia em causa (redigido em 2001) omitiu a presença dos círculos líticos da Mourela, e as duas instituiçons envolvidas (Junta e Cámara Municipal das Pontes) desinteressárom-se por garantir a conservaçom de um elemento de grande valor histórico e artístico para o património da Galiza.

A Plataforma popular pontesa denunciou o desleixo da Direcçom Geral do Património da Junta da Galiza, que apesar de ser informada do jazigo arqueológico, nom detivo as obras nem enviou peritos para supervisar os trabalhos de desmonte, tendo sido já localizados durante as obras nas proximidades 450 restos de cerámica em só oito metros quadrados, o que dá ideia da riqueza patrimonial da zona que hoje mesmo pode ser definitivamente destruída.

A responsabilidade que assumiu a Junta anterior (PP) e que estám a assumir a actual (PSOE e BNG) e a instituiçom municipal pontesa (BNG) é muito grave, e pode acabar por assinalá-los directamente como responsáveis por um gravíssimo atentado contra o património histórico nacional da Galiza.

 

 

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Vista das obras nas proximidades do monumento megalítico o território municipal das Pontes (comarca do Eume)