A luita vale a pena: pressom popular fai monarca nepalês abdicar

21 de Abril de 2006

Comprovamo-lo, nos últimos tempos, por duas vezes na Bolívia, com a queda de dous governos vendidos ao imperialismo pola pressom das massas nas ruas do país andino. Mais recentemente, foi no centro do capitalismo europeu, em França, que a juventude e a classe obreira tomou as ruas para derrubar umha reforma estratégica do mercado laboral que pretendia submeter @s jovens à mais crua exploraçom.

Agora é num outro canto do mundo, no Nepal, que o levantamento popular demonstra como a luita é o caminho para impor mudanças favoráveis para a maioria social contra a classe dominante: o rei Gyanendra cedeu na terceira semana de mobilizaçons, abdicando e anunciando que entrega o poder aos partidos da oposiçom.

É verdade que, antes disso, deixou um fio de sangue (15 mortos em duas semanas e dúzias de pessoas feridas), e detençons maciças (mais de 4.000, segundo fontes da ONU). Porém, a luita contra a monarquia acabou por obrigar à renúncia do chefe do Estado nepalês, demonstrando mais umha vez, como tantas vezes antes na histórica, que a luita compensa.

A vaga de mobilizaçons contra a monarquia é resultado do acordo entre a guerrilha maoista que já controla umha parte do país e os partidos da oposiçom parlamentar banidos do jogo político polo rei Gyanendra. A guerrilha pactuou com sete partidos opositores um cessar-fogo no passado dia 3 de Abril, condicionado à pressom conjunta até fazer cair o regime monárquico, objectivo que agora parece ter sido atingido.

É claro que a queda da monarquia nom garante a vitória revolucionária que o Nepal necessita, mas sim é um passo em frente nessa direcçom, desde que as forças revolucionárias actuantes no país asiático mantenham o rumo e nom caiam na armadilha das reformas com que a burguesia tentará evitar a toda a custa a chegada ao poder do povo.

Umha vitória popular como essa, sem importar em que lugar do planeta aconteça, é motivo de satisfaçom para as classes oprimidas no mundo inteiro, incluída a Galiza, que continua sob soberania de umha monarquia parasitária estrangeira. Reforçados e reforçadas na nossa luita pola República Galega, transmitimos os nossos parabéns ao povo nepalês e encorajamo-lo a continuar na sua justa luita até a culminaçom do processo revolucionário em curso.

 

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