Trabalhadores do naval trasanquês reclamam readmissom de 139 despedidos

23 de Setembro de 2006

Tal como informamos na altura em que se produziu, o despedimento maciço de 139 operários da empresa auxiliar Nervión no passado mês de Julho, na comarca de Trasancos, volta a provocar novas iniciativas dos trabalhadores e trabalhadoras, sem que a administraçom autonómica nem os principais partidos dem soluçom à grave agressom aos direitos fundamentais de numerosas famílias obreiras.

Representantes dos trabalhadores afectados denunciárom o conluio entre Montajes Nervión e a própria Navantia no processo que levou ao despedimento arbitrário de 139 companheiros, alegadamente devido à "falta de carga de trabalho". O tempo demonstrou que sim há trabalho, mas os empresários querem aumentar o seu lucro à custa de rebaixar as condiçons de trabalho dos novos empregados que substituam os despedidos.

Para o próximo dia 13 de Outubro, prevê-se que decorra o julgamento polos referidos despedimentos, carentes de qualquer argumento objectivo para além da estratégia de precarizaçom das condiçons laborais que afecta ao sector.

Mobilizados às portas do posto de trabalho

Operários despedidos iniciárom um acampamento reivindicativo em frente da porta do estaleiro, em Ferrol, numha autocaravana informativa acompanhada de umha faixa contra a repressom laboral e umha outra que exige explicitamente responsabilidades aos grupos políticos que integram o Governo autonómico (PSOE e BNG).

Estamos sem dúvida perante um novo exemplo de como o sector historicamente mais fraco no naval é especialmente castigado por umhas condiçons draconianas, enquanto o Comité da empresa principal, Navantia, evita um compromisso a fundo com os companheiros e companheiras das empresas de subcontrataçom.

No entanto, as auxiliares representam já a maioria dos vários milhares de trabalhadores e trabalhadoras dos estaleiros, sem que até hoje se tenha reflectido essa realidade na capacidade de auto-organizaçom e interlocuçom directa desses obreiros e obreiras, subordinados a interesses das cúpulas sindicais nem sempre coincidentes com os da maioria que trabalha.

Daí a importáncia de que seja retomada esta luita, que se dirige directamente aos responsáveis políticos para lhes exigir "factos concretos".

A esquerda independentista organizada em Trasancos fijo público, através de NÓS-Unidade Popular, um novo posicionamento de apoio à luita pola readmissom dos 139 despedidos e contra a precarizaçom do sector naval, pondo-se a disposiçom dos companheiros "no que for preciso".

 

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Vista do acampamento permanente que trabalhadores de Nervión mantenhem à entrada do estaleiro, em Ferrol