Nigrám: revolta popular contra a especulaçom urbanística

3 de Junho de 2006

Várias centenas de pessoas assaltárom a Cámara Municipal de Nigrám (comarca de Vigo), para evitar a aprovaçom de um novo Plano Geral de Ordenaçom Municipal ao serviço das grandes construtoras que sustentam o poder municipal do PP e ameaçam com o que já se conhece como "marbelhizaçom" da costa do concelho.

A jornada de ontem foi especialmente combativa na luita vicinal contra a aprovaçom da nova normativa urbanística, coincidindo com a decisom do PP e o PIN (Partido Independente de Nigrám) de realizar um pleno a porta fechada para aprovar um novo PGOM contra a vontade popular. Os líderes da direita espanhola local, Rodrigues Milhares (PP) e Avelino Fernández (PIN) som empresários alheios a Nigrám e com interesses directos na especulaçom urbanística.

A toma da sede municipal por centenas de manifestantes impediu que o PP levasse a cabo os seus planos, apesar de que mandou a Guarda Civil espanhola atacar violentamente a vizinhança, sendo utilizados gases lacrimogénios. Pedras, tomates, batatas, ovos... fôrom lançados contra a Cámara Municipal, de onde foi também extraída documentaçom que ardeu numha fogueira na praça em frente da Cámara.

Alfredo Rodrigues Milhares, presidente da Cámara Municipal polo PP, mantém umha inflexível posiçom de apoio aos interesses especulativos na redacçom do novo PGOM, negando qualquer possibilidade de consenso e assegurando que a nova normativa "vai aprovar-se hoje [por ontem] e ninguém vai impedi-lo".

A cessom de solo público costeiro à especulaçom privada e a marginalizaçom do desenvolvimento das áreas rurais som apontadas como principais características da nova normativa urbanística que promove a urbanizaçom selvagem ao serviço do turismo com Marbelha como modelo de refêrencia. Pessoas ligadas ao bando governante tomárom já a iniciativa com a compra de terrenos que serám alvo de grandes empreendimentos urbanísticos com que se enriquecerám os sectores empresariais e políticos dirigentes que sustentam a operaçom político-institucional rejeitada pola maioria do povo.

 

 

Voltar à página principal

 

 

A Guarda Civil protegeu os corruptos políticos municipais da ira da vizinhança