Parcialidade judicial espanhola, em evidência: livres os responsáveis polo terrorismo de Estado

27 de Agosto de 2006

O diário basco Gara publicou hoje mesmo dados eloqüentes sobre como os diversos governos espanhóis e a própria justiça utilizam duas fasquias segundo se trate de punir militantes revolucionários e independentistas, ou servidores do terrorismo de Estado. Neste último caso, a prática totalidade de responsáveis dos GAL estám já na rua, tendo cumprido escassamente 10% das penas.

Enquanto @s pres@s polític@s basc@s, galeg@s e cataláns sofrem todo o rigor legal e mais, com as piores condiçons de internamento, a invençom de causas e a prolongaçom arbitrária do tempo em prisom, os principais dirigentes dos GAL que chegárom a ser condenados estám já na rua.

É o caso de Rafael Vera, alto cargo do Ministério do Interior com o PSOE de Felipe González e condenado polo seqüestro de Segundo Marey e por apropriaçom de fundos reservados, condenado a 17 anos, que já praticamente desde que entrou na prisom recebeu permissom para sair seis dias por semana, dormindo só umha noite no cárcere. Agora tem o terceiro grau, despedindo-se da permanência na prisom de Segóvia. Ao todo, estivo cinco meses em prisom preventiva e três sob condena. Cumpriu portanto 20% da pena por corrupçom e 8,5% da de guerra suja.

O mesmo pode dizer-se de outros condenados por terrorismo de Estado, como o ex-secretário de Estado para a Segurança, Julián Sancristóbal (condenado polo assassinato do independentista basco Santi Brouard), ou o dirigente do PSOE em Biscaia Ricardo García Damborenea, também envolvido no seqüestro de Marey. O general Galindo e o governador civil Julen Elgorriaga, condenados polas torturas e assassinatos dos militantes independentistas bascos Joxean Lasa e Joxi Zabala, som outros casos gritantes de arbitrariedade em favor de uns condenados que, sentenciados entre todos a 88 anos, cumprírom só uns meses antes de abandonarem o cárcere.

Tanto os governos do PSOE como do PP favorecêrom com todo o tipo de tretas a libertaçom de todos esses servidores do Estado, incluindo indultos, terceiros graus etc. Tal como reconheceu no seu dia a ministra espanhola da Justiça Margarita Mariscal de Gante, "é de bem nascidos ser agradecidos".

Todos os pormenores sobre a excarceraçom de responsáveis dos GAL podem ser consultados (em espanhol) na ediçom de hoje do jornal basco Gara.

 

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O corrupto ex-dirigente do PSOE e os GAL ficou livre cumprindo menos de 10% das penas polas quais tinha sido condenado