Preso político basco, vítima da arbitrariedade judicial, cumpre 38 dias em greve de fame

14 de Setembro de 2006

Preocupa a saúde do preso político basco Iñaki de Juana Chaos, que leva já 38 dias em luita com umha greve de fame indefinida para protestar pola prisom perpétua encoberta aplicada contra ele polas instáncias judiciais do Estado espanhol.

Nem o cumprimento das três quartas partes da condena primeiro, nem da integridade dos 18 anos efectivos que leva em cárceres espanhóis depios, servírom para que pudesse abandonar a cadeia. Para evitar a sua excarceraçom, a Audiência Nacional, tribunal de excepçom para assuntos políticos, fabricou um novo processo pola publicaçom de dous artigos de opiniom no diário basco Gara, com o objectivo de impor-lhe umha nova condena que converte o caso de Iñaki de Juana Chaos numha prisom perpétua efectiva.

O preso independentista basco leva quase mês e meio de greve de fame e afirmou estar disposto a chegar até o final, como única via para fazer frente à vingança legal do Estado espanhol, que devia tê-lo deixado livre já em Outubro de 2004.

A sociedade basca está a acompanhar o caso com todo o tipo de actos públicos, alguns de participaçom maciça, reivindicando que se reconheça a De Juana Chaos os seus direitos fundamentais e poda ficar livre depois de ter cumprido já a condena imposta polo Estado espanhol 18 anos atrás.

Mais de 2.000 bascos e bascas assinárom umha autoinculpaçom solidária com o preso, que já perdeu 16 quilos, mas o Governo do PSOE continua com a inflexível, desumana e ilegítima política de extermínio dos presos e presas políticas, que no caso do País Basco afecta a umhas 800 pessoas.

E todo no contexto de um cessar-fogo indefinido da ETA, que por enquanto só encontrou como resposta espanhola a repressom e nengumha vontade de abordar umha soluçom política ao conflito aberto em Euskal Herria.

Primeira Linha quer aderir solidariamente à reivindicaçom de importantes sectores do povo trabalhador basco para que seja reconhecida a natureza política da prisom imposta a centenas de bascos e bascas, para que sejam tomadas as medidas necessárias, nesse terreno e nos restantes que configuram o conflito, e poda ser superado em termos democráticos.

 

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