Israel dispom-se à invasom terrestre do Líbano para continuar o massacre de civis

21 de Julho de 2006

Israel nom fartou ainda a sua sede de sangue árabe. Definitivamente constituído na principal força anti-semita, o Estado sionista ameaça agora com umha invasom terrestre do Líbano, para o qual mobilizou ao menos 5.000 reservistas e lançou folhas volantes em território libanês exigindo à populaçom que despeje o sul do país em 24 horas.

De facto, o Exército israelita já atravessou ilegalmente a fronteira libanesa, enfrentando as forças guerrelheiras que defendem a soberania nacional em clara inferioridade de condiçons. De facto, na altura em que escrevemos estas linhas, mais de 350 libaneses e libanesas fôrom assassinadas polas forças armadas israelitas, a grande maioria civis e 1/3 (mais de 100!) menores de idade. Do lado israelita, o número de baixas mortais nom atinge os 10% desse número, sendo a maioria efectivos militares que participavam na agressom imperialista.

Meio milhom de pessoas tivérom que fugir no Líbano dos seus lares, perante os intensos e crescentes bombardeamentos da aviaçom de Israel contra cada vez mais cidades libanesas, afastadas da suposta regiom de instalaçom de Hezbollah.

Além do dito, convém nom esquecer que as forças armadas sionistas continuam a massacrar a populaçom palestiniana na Faixa de Gaza, com vítimas mortais civis diárias silenciadas pola campanha a norte contra o vizinho Líbano.

Apoio incondicional ianque

No que di respeito à posiçom ianque, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, afirmou que "um cessar-fogo imediato de Israel nom fai sentido", reiterando o incondicional apoio da Administraçom estado-unidense à ilegal e criminosa ofensiva sionista. Reclamou também que Hezbollah deixe em liberdade de maneira incondicional os soldados israelitas detidos, ao que a força guerrilheira respondeu que só ficarám livres se se produzir umha troca entre prisioneiros de ambos bandos.

NÓS-UP reclama mobilizaçom do movimento popular galego

Na Galiza, NÓS-Unidade Popular condenou a ofensiva genocida do Estado de Israel contra o povo libanês e a campanha de destruiçom da Faixa de Gaza, enquanto as instituiçons públicas e os principais partidos continuam a guardar silêncio. Polo seu interesse, reproduzimos o comunicado que fijo público a formaçom independentista no passado dia 16 de Julho:

"Paremos a ofensiva nazi-sionista contra a Palestina e os povos árabes

O Estado terrorista de Israel lançou há agora um mês umha vasta ofensiva contra a Faixa de Gaza que a dia de hoje continua, contando com o pleno apoio do Governo ianque e a cumplicidade da Uniom Europeia, e que tem como indissimulado objectivo aniquilar a resistência do heróico povo palestiniano.

As escusas apresentadas polo Executivo de Ehud Olmert para justificar a agressom (a detençom de um soldado israelita pola resistência palestiniana) nom se sustentam, ao partir de umha escalada anterior de agressons do sionismo, que tentava dinamitar a disposiçom pactuada por Hamas e al Fatah para negociar com o Estado de Israel umha saída justa ao histórico conflito.

Cada vez fica mais claro que o Estado terrorista de Israel tem a intençom de culminar os objectivos históricos do sionismo, usurpando a totalidade do território da Palestina e expulsando o povo palestiniano da sua pátria. Nomeadamente quando, a 12 de Julho, o Exército sionista abriu umha segunda frente de agressom invadindo o sul do Líbano e atacando objectivos civis da capital e outras cidades libanesas, ameaçando com estender a guerra a outros países da regiom, como a Síria ou o Irám.

As vítimas civis dos indiscriminados ataques militares israelitas som numerosíssimas e nom deixam de aumentar. Mas a reacçom da chamada “comunidade internacional” está ser, como sempre, de apoio mais ou menos matizado às posiçons sionistas. As Naçons Unidas, bloqueadas pola hegemonia ianque e a passividade da maioria, retratam-se como o que som: um instrumento ao serviço do imperialismo contra os povos.

Também o Governo espanhol está a evitar qualquer compromisso na denúncia da política nazi-sionista, e nom passa de suaves palavras que unicamente questionam a intensidade que devem ter as agressons do Estado de Israel. A influência dos lobbies sionistas nos EUA e na Europa fica patente também na posiçom pró-sionista de forças políticas como o Partido Popular, bem como na visom distorcida que oferecem os meios de comunicaçom, que reduzem a luita heróica do povo palestiniano contra o extermínio a puro “terrorismo”, e apresentam os massacres israelitas como “legítima defesa”.

Cuba é, neste como noutros temas, a digna excepçom da solidariedade internacionalista e a denúncia dos interesses e manobras imperialistas do sionismo, enquanto na Galiza continuamos a esperar um pronunciamento político da Junta da Galiza do PSOE e o BNG perante o genocídio em curso no Médio Oriente.

O movimento popular galego nom pode ficar na passividade. Temos que denunciar nom só a política criminosa israelita e ianque, mas também a cumplicidade da UE e dos governos espanhol e autonómico.

Há que sair à rua, denunciar o genocida Estado de Israel e defender os direitos do povo palestiniano.

Alto ao extermínio nazi-sionista!

Avante a solidariedade internacionalista

Palestina vencerá!

Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 16 de Julho de 2006"

 

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Eloqüente imagem da destruiçom da capital libanesa polas forças armadas sionistas