Dous vizinhos de Ponte Areas detidos por pintarem de cor de rosa placa de exaltaçom fascista

13 de Setembro de 2006

A intensa campanha contra os símbolos franquistas desenvolvida por NÓS-UP foi respondida, mais umha vez, em chave repressiva pola Guarda Civil. Um integrante da Direcçom Nacional da formaçom da esquerda independentista e um membro da Assembleia Aberta do Local Social da Baiuca Vermelha fôrom detidos polo corpo armado espanhol, acusados de terem pintado de cor de rosa umha placa em homenagem ao fundador da Falange e aos "Caídos por Espanha". Já foi convocada umha concentraçom diante da Cámara Municipal de Ponte Areas para hoje às 20 horas.

Além de aderirmos à reivindicaçom de liberdade para os dous vizinhos de Ponte Areas, reproduzimos na íntegra o comunicado emitido por NÓS-Unidade Popular, em que figura toda a informaçom conhecida no momento em que redigimos estas linhas.

 

Denunciar a permanência da simbologia franquista pode levar a prisom: dous vizinhos de Ponte Areas detidos pola Guarda Civil

Abraám Alonso (membro da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular) e Paulo Porta (integrante da Assembleia Aberta do Local Social da Baiuca Vermelha), ambos vizinhos de Ponte Areas, fôrom detidos na tarde de ontem pola Guarda Civil na citada localidade e conduzidos ao quartel de Ponte Vedra, onde continuam privados de liberdade, acusados de terem pintado de cor de rosa umha placa de homenagem a José Antonio Primo de Rivera.

Os factos de que som acusados acontecêrom no passado dia 25 de Agosto na igreja da Oliva, de Salvaterra do Minho, em cuja fachada principal se mantém umha enorme placa de exaltaçom do fundador da Falange e dos denominados "caídos por Espanha", em referência aos mortos do bando fascista durante a Guerra Civil.

Esse acto simbólico inscreve-se na campanha que NÓS-UP desenvolve durante o último ano para denunciar a permanência desses símbolos em locais e espaços públicos da Galiza, devida à passividade das instituiçons públicas e à negativa da Igreja Católica a retirá-los.

Nom é a primeira vez que esta campanha é perseguida pola Guarda Civil, existindo precedentes de detençons e denúncias contra membros de NÓS-UP e outras pessoas que colaboram na nossa campanha, como agora aconteceu com os companheiros Abraám e Paulo. A mesma Guarda Civil, nom o esqueçamos, que em dias passados assaltou e denunciou o Barco da Memória que percorre a costa galega, numha mostra do carácter reaccionário e repressivo que sempre caracterizou esse corpo armado espanhol.

No caso da detençom do Abraám e o Paulo, sabemos que fôrom construídas acusaçons falsas sobre umhas inexistentes "ameaças" contra um guarda de segurança privado que estaria nas proximidades da igreja de Salvaterra, para assim tentar conseguir umha puniçom maior e exemplarizante que freie a nossa campanha antifascista.

Perante a impossibilidade de darmos a voz aos dous companheiros detidos, afirmamos no seu nome e no de toda a militáncia e simpatizantes de NÓS-UP que a campanha vai continuar, por dous motivos principais:

- Primeiro, porque é necessário continuar com o labor de higiene democrática que representa a retirada directa de uns símbolos franquistas que insultam a memória das vítimas do fascismo espanhol.

- Segundo, porque a nossa campanha está a servir para deixar em evidência as graves carências democráticas do sistema emanado da Constituiçom de 1978. Um sistema que, em lugar de eliminar a exaltaçom do fascismo dos espaços e edifícios públicos, leva a prisom @s democratas que reclamam a eliminaçom desses símbolos.

Chamamos a participar na concentraçom que terá lugar hoje às 20h diante do Concelho de Ponte Areas para reclamar a imediata posta em liberdade sem cargos dos companheiros Abraám e Paulo, dignos representantes da vontade transformadora e rupturista d@s democratas galeg@s que nom vamos renunciar a construir umha naçom livre, soberana, democrática e antifascista.

Liberdade companheiros detidos!
Símbolos fascistas, fora da Galiza!

Permanente Nacional de NÓS-Unidade Popular
Galiza, 13 de Setembro de 2006

 

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