Por apologia do terrorismo: ilegalizar o Partido Popular

29 de Julho de 2006

O PP foi, no seu dia, o principal defensor de umha legislaçom de excepçom rumada a ilegalizar forças políticas que defendessem ou fossem ambíguas em relaçom a um assunto "sensível" para a estabilidade do Estado espanhol: o que chamam "terrorismo".

Quando o Estado de Israel aplica a ferro e fogo o mais criminoso e impune dos terrorismos contra os indefesos povos palestiniano e libanês, com centenas de mortes inocentes em cima da mesa em poucas semanas, o Partido Popular é, no Estado espanhol, o principal valedor da estratégia de extermínio sionista.

É verdade que os governos europeu, central espanhol e autonómico da Comunidade Autónoma Galega ficam longe de umha posiçom digna de solidariedade com as vítimas e condena dos carrascos. Mas essa ambigüidade e falta de compromisso do Parlamento e a Comissom europeias, do PSOE como força maioritária e do BNG como o seu sustento na Galiza, consegue difundir a imagem de ser até "progressista", perante o selvagismo verbal da extrema-direita que o Partido Popular encarna.

PP justifica o assassinato de 600 inocentes em duas semanas e quer mais

Ainda ressonam nas nossas cabeças as palavras do criminal José María Aznar, no passado dia 24 de Julho, encorajando a NATO a aderir à campanha de bombardeamentos da populaçom civil libanesa, "caso seja necessário". Aznar acrescentou, perante os microfones da BBC, que "acredito que Israel é um componente essencial ao mundo ocidental e, pensando nos meus interesses, a minha democracia, liberdade e prosperidade dependem em grande parte da existência do Estado de Israel".

Outros dirigentes do PP, como Zaplana, Acebes ou Gustavo de Arístegui, atribuem nestes dias o apelativo de "terroristas" às centenas de vítimas inocentes massacradas polo Estado de Israel, encorajando o imperialismo nazi-sionista a continuar a ofensiva e ratificando as palavras de Aznar.

Há que lembrar que as forças armadas israelitas estám a usar armas químicas proibidas como o fósforo branco, além das também proibidas bombas de fragmentaçom, para causar mais vítimas civis inocentes, enquanto os organismos internacionais nom mexem um dedo e as vítimas inocentes nom deixam de aumentar em número.

As criminosas posiçons do PP neste caso, desprezando e insultando as vítimas do genocídio, somam-se a outros posicionamentos parecidos, como a negativa a condenar o golpe de Estado franquista, a repressom e a ditadura, posicionando-se no Parlamento europeu com a extrema-direita polaca na defesa de Franco. E todo isso, enquanto tenta bloquear a toda a custa e por qualquer meio que se avance na soluçom negociada do conflito basco-espanhol.

Até quando teremos de aturar a aberta apologia do terrorismo e o genocídio por parte do Partido Popular sem que lhe custe nada? A lei aprovada no seu dia polo próprio PP com o apoio do PSOE para a ilegalizaçom de partidos políticos é de aplicaçom contra o seu principal promotor: há que ilegalizar o Partido Popular!

 

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O moralista e nacional-católico Partido Popular está a ultrapassar todos os limites admissíveis no seu apoio ao extermínio dos povos libanês e palestiniano