Incêndios: confirma-se responsabilidade compartilhada entre os principais partidos institucionais

12 de Setembro de 2006

Tal e como a esquerda independentista e outros sectores populares denunciárom durante a crise ambiental provocada polos incêndios do passado mês de Agosto, nengum dos três partidos instalados nas instituiçons fica livre de responsabilidades directas.

Se as correspondentes ao PSOE (Presidência da Junta e Conselharia do Ambiente) e ao BNG (Conselharia do Meio Rural) é clara como gestores directos das políticas autonómicas em relaçom ao monte, ao urbanismo e ao combate contra os incêndios, no caso do Partido Popular acabamos de saber que a sua quota-parte de responsabilidade nom é só a derivada dos seus 16 anos de nefasto governo.

Segundo publicam os próprios media do sistema, a Direcçom o partido de Núñez Feijó remeteu aos máximos dirigentes nos concelhos em que governam umha carta em que se ordenava atrasar a assinatura de acordos com o Governo autonómico em relaçom à activaçom de brigadas florestais.

A estratégia do PP foi obstaculizar assim as medidas preventivas anti-incêndios durante os meses de Verao, os mais perigosos pola habitual proliferaçom de fogos, e assim poder tirar rendimento eleitoral das acusaçons ao Governo do PSOE e o BNG.

O PP reconhece que a carta existiu, umha vez que já circula livremente pola Internet. Nela, fala-se literalmente de "umha estratégia baseada na dilaçom, mas nom na negativa" (pois esta última poderia afinal servir para que o PP fosse culpabilizado pola opiniom pública).

No fundo, estamos diante de um exemplo de como os partidos (neste caso, o PP) especulam com as respectivas parcelas de poder para favorecer as próprias posiçons nas instituiçons, por cima de qualquer consideraçom em relaçom à maioria social que dim representar.

O PP fica assim definitivamente desacreditado para exercer umha suposta "oposiçom", dado que as suas "preferências" na política anti-incêndios se situárom em protestar pola perda de poder na configuraçom das brigadas em cada concelho, que enfraquecia os interesses clientelares do partido. A dilaçom na colaboraçom com a Junta e a utilizaçom das medidas preventivas ao serviço do jogo eleitoreiro foi a resposta do PP.

Todo o anterior nom retira, é claro, o peso da responsabilidade que corresponde às forças que assumírom o papel principal na gestom da crise, dada a sua posiçom de Governo: o PSOE e o BNG. Ao contrário, incorpora as cámaras municipais governadas pola direita espanhola e a sua direcçom política ao grupo de responsáveis institucionais directos polo acontecido em Agosto.

 

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