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70 anos depois, Parlamento europeu condena golpe de Estado franquista, com a oposiçom do PP

9 de Julho de 2006

Coincidindo com o 70 aniversário do levantamento fascista que levou ao poder o general espanhol Francisco Franco, o Parlamento de Estrasburgo aprovou umha declaraçom de condena do golpe de Estado franquista, reclamando ao Estado espanhol que assuma "a carga plena do seu passado".

A declaraçom, efectuada polo presidente José Borrell (PSOE) e assumida por quase todas as forças presentes na Cámara, nom vai muito longe nem obriga a umha rectificaçom do ilegítimo regime espanhol, filho desse franquismo por via da reforma ordeira marcada polo próprio Franco com a eleiçom de Juan Carlos de Bourbon como sucessor.

Apesar disso, o Partido Popular ficou à margem da declaraçom maioritária contra o golpismo e o regime franquista, negando-se a condená-los. Unicamente a organizaçom de extrema-direita católica polaca Liga das Famílias Polacas aderiu à negativa do PP de condenar o franquismo, louvando-o como "freio para o avanço do comunismo".

Em nome do PP, Jaime Mayor Oreja pujo em relaçom a simbólica iniciativa parlamentar com umha suposta "segunda transiçom" em andamento no Estado espanhol, assinalando explicitamente "a autodeterminaçom" como elemento fulcral do que considerou ameaça para umha alegada "concórdia" entre "as duas espanhas" possibilitada pola Constituiçom de 1978.

Nengumha novidade, para além da confirmaçom da linha dura nacional-católica imposta na cúpula do Partido Popular, evidenciada nos últimos dias com a visita de Ratzinger a Valência e a comunhom explícita entre o PP e o OPUS na organizaçom e rendabilizaçom da propaganda católica, perante a passividade cúmplice do próprio PSOE.

 

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