Confirma-se precariedade laboral extrema entre a juventude trabalhadora galega

1 de Abril de 2006

Nom som dados da esquerda independentista, senom oficiais da Junta da Galiza e do INEM (Instituto Nacional de Emprego). Entre 2000 e 2004, registou-se umha média de 2,1 contratos por trabalhador/a e ano, que o próprio conselheiro Ricardo Varela definiu como de "máxima precariedade". Porém, a situaçom piora entre as trabalhadoras e os trabalhadores mais novos, atingindo-se 97% temporais entre todos os assinados em 2005 na Comunidade Autónoma da Galiza. Em concreto, 376.057 contratos temporários face a 12.418 indefinidos entre trabalhadores e trabalhadoras menores de 30 anos.

Estamos a falar de contratos de 3 a 6 meses, que mantenhem a pessoa contratada na mais absoluta indefensom perante as arbitrariedades da empresa, umha situaçom que piora quanto menor for a idade do trabalhador ou a trabalhadora. Contratos que, além do mais, nom permitem cobrar nengumha indemnizaçom, ao contrário do que acontece na normativa que se prevê aprovar em França e tem em frente a maioria social. Aquela, apesar do seu caracter restritivo, sim reconhece o direito a 8% de compensaçom ao jovem ou à jovem obreira, o que dá ideia da situaçom objectiva e subjectiva do mundo do trabalho na Galiza, sob domínio neoliberal a que nengumha das forças políticas institucionais se opom nos factos.

Embora a partir dos 30 anos a situaçom seja um bocado menos extrema, a precariedade continua. Entre os 30 e os 39 anos, a eventualidade atingiu em 2005 94% dos empregos formalizados (187.456 face aos 10.306 fixos).

A taxa de temporariedade entre a juventude trabalhadora galega fica, além do mais, sete pontos por cima da média do Estado espanhol, que, sendo alta, está por baixo dos 90%.

Convém lembrarmos ainda que o factor instabilidade é um dos reconhecidos como causantes de acidentes laborais, e também nesse aspecto a Galiza fica no topo das médias estatais: 18,5% de incremento em 2005 no número de sinistros com vítimas mortais, o pior algarismo dos últimos cinco anos. Eis a clara responsabilidade que corresponde ao patronato e às instituiçons públicas nas mortes e ferimentos que golpeiam a classe trabalhadora dia sim, dia também.

Estes arrepiantes dados socioeconómicos situam nos verdadeiros termos a situaçom da Galiza e o papel que deveria corresponder de maneira prioritária e urgente ao novo Governo. No entanto, nengumha medida que vise inverter estas tendências foi tomada nestes meses de Executivo autodefinido como "progressista", enquanto o Governo de Madrid prepara umha nova contra-reforma laboral de perfil neoliberal que só agudizará as graves condiçons de trabalho da maioria do povo trabalhador galego, com destaque, como sempre, para a precarizaçom entre a juventude e as mulheres trabalhadoras.

 

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Os dados oficiais sobre precariedade no mercado laboral galego som demolidores