NÓS-UP analisa o primeiro ano do bipartido como "perdido para a Galiza e o seu povo trabalhador"

3 de Agosto de 2006

A formaçom socialista e soberanista NÓS-UP apresentou a sua análise dos doze primeiros meses de nova Junta da Galiza, sob a gestom do PSOE e o BNG. A organizaçom da esquerda independentista acompanhou durante este primeiro ano de maneira exaustiva a actuaçom do executivo presidido por Tourinho, fazendo constantes propostas de todo o tipo que sempre fôrom desprezadas polos dous sócios de governo.

Agora, NÓS-UP avalia esta primeira etapa da nova legislatura em termos muito críticos, com base em quatro parámetros fundamentais: o "neoliberalismo económico", a "espanholizaçom lingüística e cultural", a falta de comprimisso com umha democratizaçom real e a "fraude da reforma estatutária".

Assim, o comunicado de NÓS-Unidade Popular fala da manutençom das linhas mestras da doutrina neoliberal, dando continuidade ao fraguismo, no referente à destruiçom dos sectores produtivos, a terciarizaçom da economia e a precarizaçom das condiçons de trabalho, nomeadamente para a juventude e as mulheres.

No referente à política lingüística, NÓS-UP sublinha o continuísmo "100%" da estratégia espanholizadora dos executivos da direita espanhola, citando os meios de comunicaçom, o ensino e a carência de qualquer plano galeguizador conhecido como exemplos. O caso do recente reparto de licenças de Televisom Digital Terrestre ao Grupo Prisa é referido como eloqüente de entrega dos interesses galegos a forças estrangeiras de clara orientaçom espanholizadora.

Já em matéria de direitos democráticos, o comunicado refere a subsistência do nepotismo institucional na Junta, a falta de depuraçom no elevadíssimo número de altos cargos e a manutençom dos símbolos franquistas nos espaços públicos da Galiza.

Mas o processo de reforma estatutária é assinalado por NÓS-Unidade Popular como o mais claro expoente da falta de mudanças significativas, com umha negociaçom de costas viradas ao povo e umhas expectativas que ficam muito aquém das necessidades da maioria social da Galiza, alheia às fórmulas institucionais que em nengum caso permitirám ao povo trabalhador decidir sobre o futuro da nossa naçom, condenada à dependência perpétua em relaçom à Constituiçom espanhola de 1978.

O extenso comunicado de NÓS-Unidade Popular pode ser lido na íntegra no seu web nacional.

 

 

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