Anxo Quintana tenta amarrar o voto d@s idos@s com os métodos de Fraga

25 de Setembro de 2006

Primeiro foi Vilalva, depois o Carvalhinho e a seguir Melide, e agora foi a vez de Ponte Vedra. Altos cargos do BNG na Junta da Galiza, chefiados polo vice-presidente Anxo Quintana, voltárom a organizar um espectáculo com todos os ingredientes alienantes e clientelares da era Fraga.

Todo adubado por falsos elogios, comelhada e promessas fáceis, mas sem referências às verdadeiras necessidades e carências do sector a que se dirige: pensons de miséria, dificuldades económicas para manter a autonomia pessoal, precariedade de recursos e serviços públicos destinados a essa fatia da populaçom e, em geral, desprotecçom social a um sector com um grande peso demográfico no povo trabalhador da Galiza.

O BNG e o PSOE, como antes o PP, só vem os velhos como umha grande massa votante, e por isso substituem com merendas um verdadeiro investimento em políticas sociais que combatam, por exemplo, a pobreza que padecem.

Assim, a importáncia média das pensons na Comunidade Autónoma da Galiza no início deste ano era de 531,08, quer dizer, 105,58 euros menos por mês do que a média do Estado espanhol, segundo dados oficiais do INSS. As 695.183 pessoas que vivem de umha pensom representa 8,3% do total do Estado, sendo a quinta Comunidade com maior percentagem de pensionistas.

No fundo, trata-se de umha conseqüência dos baixos salários e quotizaçons da maioria dos trabalhadores e trabalhadoras galegas, também por baixo da média espanhola, que acaba por reflectir-se nas prestaçons quando chega a idade da reforma, para já nom falarmos das pensons nom retributivas, ainda mais baixas.

O mesmo pode dizer-se de outros parámetros que afectam especialmente às pessoas maiores de 65 anos, em que a Galiza ocupa os últimos lugares. Face a todos esses problemas estruturais, a Junta do BNG e o PSOE, como antes a do PP, opom festas e actos culinários e musicais multitudinários com que ganhar a adesom dos mais velhos.

No papel estelar, o medíocre Anxo Quintana, afirmando que "neste país há muitos maiores, mas velhos há poucos", grande asneira com que volta a confirmar o seu domínio da semántica... espanhola, e fomentando hábitos alienantes que justifica apelando às "tradiçons gastronómicas do povo galego". Quando ainda ressoam as críticas do BNG aos actos propagandísticos de Fraga, tam úteis para manter o clientelismo como base das relaçons políticas entre a populaçom e as instituiçons, o pseudonacionalismo agora governante aplica sem ficar corado a mesma receita.

Ah!, e para que todo fique mais verossímil, com Superpinheiro como condutor do espectáculo incluído.

 

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