A Mesa toma partido pola via estatutária do BNG

19 de Abril de 2006

Nos últimos tempos, entidades sociais ligadas ao sector maioritário na direcçom do BNG promovem iniciativas "cidadás" em defesa de um novo Estatuto de Autonomia que mantenha a Galiza amarrada à Constituiçom espanhola e continue a negar o nosso direito de autodeterminaçom. O caso da Mesa pola Normalizaçom Lingüística é paradigmático.

Mas nom o único. Federaçons, comarcas e sectores adeptos à UPG na central sindical nacionalista, CIG, cujas estruturas som utilizadas sem pudor para difundir o discurso autonomista do BNG em relaçom à reforma estatutária que essa organizaçom cozinha com a ajuda do PP e o PSOE, de costas à sociedade galega. Pode citar-se como exemplo actual a presença do porta-voz do grupo parlamentar do BNG, Carlos Aymerich, no "Curso de formaçom" organizado pola CIG-Ensino em Ferrol durante esta mesma semana, levando a mensagem partidista do BNG com umha palestra intitulada "Estatuto de nación para Galiza", e pondo em questom a independência sindical da federaçom promotora.

Porém, como dizíamos mais acima, o caso mais claro é nestes dias o anúncio por parte da Mesa pola Normalizaçom Lingüística de umha manifestaçom nacional em que essa entidade mistura o avanço na normalizaçom da língua com a via da reforma estatutária defendida polo BNG.

A manifestaçom, convocada para o dia 17 de Maio depois de vários anos em que a Mesa tinha renunciado às mobilizaçons nessa data, reclama "O Estatuto de normalidade lingüística", e centra-se na consideraçom do conhecimento do galego como um dever no novo Estatuto que as três forças parlamentares aprovarám nos próximos meses.

É bem duvidoso que corresponda a umha entidade supostamente apartidarista apoiar umha proposta de reforma do Estatuto frente a outras vias como a autodeterminista e soberanista que outros sectores sociais e políticos defendemos, como se nom fosse possível defender a língua sem assumir o autonomismo, quando o verdadeiramente questionável é que seja possível defendê-la assumindo a via estatutária. Só a sua dependência das directrizes políticas marcadas pola UPG explicam umha tomada de posiçom tam clara por parte da Mesa.

O BNG esforça-se por fazer ver aos galegos e às galegas que nom há vida fora do autonomismo, nom duvidando em utilizar as entidades sociais que consegue controlar para promover a sua via partidista, alheia ao exercício do direito de autodeterminaçom por parte do povo galego.

 

 

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A UPG continua a ditar a actuaçom das entidades sociais que lhe permitem a tutelagem, neste caso comprometendo-as na via de umha reforma estatutária alheia à participaçom e decisom popular