Manifestaçom em Compostela contra a reforma laboral

24 de Junho de 2006

A CIG convocou ontem, sexta-feira, umha manifestaçom nacional contra a nova reforma laboral assinada polos pactistas CCOO e UGT, o patronato e o Governo espanhol. A convocatória decorreu em Compostela, com a participaçom de centenas de delegados, delegadas e outros sectores populares participantes na central nacional e de classe.

A militáncia independentista apoiou a convocatória, e membros de NÓS-UP repartírom umha folha volante em que se expunha a ligaçom existente entre o modelo social neoliberal reafirmado na nova reforma laboral e a reforma estatutária em curso no nosso país. Eis o conteúdo integral do folheto que pode ser consultado no web da formaçom independentista.

 

Contra as agressons laborais e a fraude estatutária. Luita obreira e autodeterminaçom

Um ano após a derrota eleitoral do PP, a classe obreira galega nom pode fazer um balanço positivo do Governo bipartido.

 

Nengum dos grandes problemas que padecíamos na era Fraga foi solucionado, nom se derrogou nengumha das agressons, nem se adoptárom medidas de choque para reconduzi-los ou paliá-los. O Governo do PSOE-BNG mantém a mesma política socioeconómica neoliberal causante das alarmantes taxas de desemprego, precariedade, sinistralidade, emigraçom, pobreza e exclusom social que padecem a classe trabalhadora e as camadas populares.

 

Perante este panorama sombrio, o Governo “amigo” de Madrid pactua com os corruptos sindicatos espanhóis e o patronato umha nova reforma laboral que facilita mais flexibilidade no emprego e provocará ainda mais precariedade. Frente a esta agressom, a Junta opta por olhar para outro lado e manter um silêncio cúmplice.

 

Os dous partidos que sustentam o actual Governo autonómico estám mais preocupados com pactuar umha nova fraude autonómica, -mediante umha ligeira maquilhagem do actual Estatuto-, que com solucionar os problemas da maioria social. Ao perpetuarem a dependência da Galiza a respeito do Estado espanhol, ao negarem o exercício de autodeterminaçom, ao renunciarem a avançar em maiores quotas reais de soberania nacional, o PSOE e o BNG demonstram a inexistência de vontade política para solucionar os principais problemas que padece o povo trabalhador galego, pois umha boa parte dos mesmos está intimamente ligado à opressom nacional da Galiza.

 

Sem soberania, sem capacidade a decidirmos por nós própri@s sem ingerências externas, a classe trabalhadora galega tem completamente limitadas as possibilidades reais de plasmar conquistas. O quadro galego de relaçons laborais, a assinatura de convénios na Galiza, a legislaçom laboral galega, som objectivos prioritários para a classe obreira. Mas isto é insuficiente se nom for acompanhado polo exercício de autodeterminaçom que parta de que a Galiza é o sujeito e o ámbito soberano de decisom.

 

Às portas do Dia da Pátria, corresponde à classe obreira galega denunciar a fraude estatutária que preparam PSOE-BNG com o PP, e mediante umha mobilizaçom unitária, reivindicar o direito de autodeterminaçom e o cessamento das reformas laborais.

 

Seguirmos confiando na aritmética parlamentar e no jogo político das forças que secundam o regime é um suicídio.

 

O exemplo francês e a greve do metal do mês passado no sul da Galiza demonstram que a luita é o único caminho viável para avançarmos e conquistarmos o que nos pertence.

 

 

Galiza, 23 de Junho de 2006

 

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Imagem da concentraçom final d@s manifestantes convocad@s pola CIG contra a reforma laboral