Planta de gás em Mugardos: Junta da Galiza defende as ilegalidades e a ameaça ambiental de Reganosa

18 de Setembro de 2006

O Comité de Emergência que nos últimos anos luita em Trasancos contra a instalaçom da perigosa planta de gás promovida por Reganosa denunciou nos últimos dias a defesa incondicional que o PSOE e o BNG realizam à frente da Junta da Galiza, como antes figera o PP, de um projecto empresarial que só trará mais contaminaçom para a Ria de Ferrol e graves riscos para a populaçom que vive em torno dela.

Ilegalidades, contaminaçom e risco de acidente

A segunda sentença ditada polo Tribunal Superior de Justiça da Galiza (o anterior fora em 2004) anula por ilegal a "Declaraçom de Efeitos Ambientais" que precedeu a instalaçom do complexo regasificador no Concelho de Mugardos. Um pseudo-estudo realizado em 2001 pola Junta da Galiza anterior, e que a actual defende com o anúncio de um recurso contra a resoluçom do TSJG, que estabelece a necessidade de que seja realizado um verdadeiro Estudo de Impacto Ambiental.

Há que lembrar que a construçom dos dous grandes depósitos de 300.000 toneladas, cada um, de capacidade para armazenar o Gás Natural Liquado, numha zona em cujo raio de quatro quilómetros vivem umhas 40.000 pessoas. Calcula-se que um total de 100 barcos carregados de gás entrarám e sairám da Ria. Um acidente de um deles pode desencadear um grande desastre com um número elevado de vítimas, tal como tem acontecido em instalaçons similares noutros pontos do planeta.

Oposiçom social, silenciamento mediático e contradiçons políticas

Além do Comité de Emergência para a Ria de Ferrol, outras organizaçons sociais, ecologistas e políticas da comarca trasanquesa voltárom a pedir a paralisaçom de um projecto que supom umha grave ameaça para a segurança das pessoas, além de um novo foco de poluiçom numha ria cada vez mais degradada.

NÓS-Unidade Popular foi umha das entidades que exigiu em numerosas ocasions a definitiva suspensom do projecto, que se encontra numha fase avançada das obras de construçom, e que já supujo um recheio ilegal de mais 120.000 m2 na Ria de Ferrol. Também um jazigo arqueológico da época romana foi agredido polas obras, que avançam apesar das ilegalidades provadas.

Ontem mesmo, a formaçom independentista publicou um novo comunicado sobre a questom, que pode ser consultado na íntegra no seu web nacional. No entanto, os media continuam a colaborar no silenciamento dos riscos e na promoçom das supostas "bondades" do projecto, enquanto Reganosa continua financiando através da publicidade os principais meios da comarca.

No ámbito político-institucional, enquanto o PP apoiou sempre os planos de Reganosa (sociedade formada por ENDESA, FENOSA, o Grupo Tojeiro, Caixa Galicia, SONATRACH, a Junta da Galiza, Caixa Vigo, Caixa Ourense, Caixa Ponte Vedra e Banco Pastor), tanto o PSOE como o BNG tivérom importantes contradiçons que parecem já definitivamente resolvidas em favor dos interesses das citadas empresas e entidades financeiras.

Assim, no caso do BNG, a Assembleia Local de Ferrol opujo-se durante um tempo, até que a Assembleia Comarcal acabou impondo o critério dos governos locais das Pontes e Mugardos, abertamente favoráveis à planta. O PSOE, que tivo também alguns sectores internos contrários ao projecto, silenciou-nos por completo desde o mesmo momento em que acedeu ao Governo autonómico. Hoje tanto PSOE, como BNG e PP som firmes apoiantes da regasificadora em Mugardos.

 

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Vista aérea de agressom já perpetrada contra a Ria de Ferrol, com um recheio de mais de 120.000 m2 no litoral de Mugardos, onde o governo do BNG apoia incondicionalmente o projecto de Reganosa
Umha outra imagem do gigantesco empreendimento que mantém a estratégia de converter a Ria de Ferrol em lixeira industrial, deteriorando ainda mais as suas riquezas naturais e marisqueiras