Incêndio num depósito lembra riscos da planta de gás em Mugardos

Vista do incêndio num dos depósitos de Reganosa em Mugardos, no passado fim de semana

16 de Outubro de 2006

[Reactualizada no serao]

No passado sábado, um incêndio surpreendeu @s responsáveis polas obras na planta de gás que Reganosa contrói em terrenos cedidos pola Cámara Municipal de Mugardos, governada polo BNG. O acidente acontece poucas semanas depois de que o Tribunal Superior de Justiça da Galiza emitisse umha sentença que anulava, por ilegal, a chamada "Declaraçom de Efeitos Ambientais", com que os promotores do projecto evitárom no seu momento a realizaçom de um verdadeiro Estudo de Impacto Ambiental como a lei estabelece.

O fogo declarou-se na manhá do passado sábado, no material isolante de um dos depósitos em construçom, e obrigou à intervençom do corpo de bombeiros de Ferrol. Apesar de que a companhia responsável polo empreendimento tentou restar importáncia ao acontecido, o certo é que se trata de umha advertência dos riscos que entranha manter dous depósitos de 300.000 toneladas cada um, cheios de gás natural liquado, numha zona habitada por umhas 40.000 pessoas no raio de influência directa em caso de explosom.

Essa possibilidade é o principal argumento do movimento social que na comarca trasanquesa se opom ao projecto de Reganosa, contra o critério institucional dos governos estatal, autonómico e municipal, que com o apoio dos principais partidos institucionais mantenhem teimosamente um projecto que ameaça a segurança de milhares de pessoas.

NÓS-Unidade Popular emitiu um novo comunicado sobre a questom, em que volta a reclamar a paralisaçom efectiva das obras e a definitiva suspensom dos planos de Reganosa na Terra de Trasancos.

A vizinhança de Meá denunciou Reganosa

A associaçom vicinal da paróquia de Meá, núcleo povoado mais próximo do complexo regasificador em construçom em Mugardos, apresentou umha denúncia contra Reganosa, salientando que a vizinhança nom tinha sido informada dos perigos da construçom dos depósitos e do gasoduto nos terrenos próximos das suas moradias.

Ao longo do dia em que aconteceu o incêndio, as pessoas que moram perto dos depósitos padecêrom irritaçom de gorja e dores de cabeça, o que levou a vizinhança a exigir umha mediçom independente dos níveis de emissom de gases durante o incêndio.

Também o Comité Cidadao de Emergência da Ria de Ferrol definiu o acontecido como "um chamado de atençom às administraçons central [referem-se à espanhola] e autonómica, para reflectirem por estarem ainda a tempo de evitar os riscos de catástrofe que suporia a entrada em funcionamento de Reganosa".

Entretanto, o presidente da Cámara Municipal de Mugardos polo BNG e incondicional defensor da planta de gás, Xosé Fernandes Bárzea, fijo o coro a Reganosa, restando qualquer importáncia ao acidente e insistindo nas garantias de segurança do projecto.

 

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