Repressom sindical em Ourense

6 de Abril de 2006

O processamento de Carlos Vasques, membro da Executiva Comarcal da CIG em Ourense, marca um novo caso de perseguiçom da actividade sindical por parte da Justiça espanhola. Ontem à manhá foi julgado, enfrentando um pedido de condena de três anos e um dia de prisom, máxima pena prevista no Código Penal, bem como umha indemnizaçom de 7.000 euros a um comércio e umha multa por fixar.

O julgamento do sindicalista parte da sua participaçom num piquete durante a greve de Junho de 2002, e mantém grande paralelismo com o caso dos dous trabalhadores de Lugo que enfrentárom idêntica acusaçom, e confirma a linha de perseguiçom pola Fiscalia da actividade sindical e o exercício da greve como direito social e laboral básico. De facto, Carlos Vasques integrava um piquete muito numeroso, de umha centena de operários, mas a repressom centrou-se nele como membro relevante da central, acusando-o directamente de "impedir o direito ao trabalho" e da rotura de umha porta numha loja ourensana.

A restriçom de direitos laborais, sociais e políticos fica em evidência num novo processo que pretende ser exemplarizante e impedir assim medidas de pressom legítimas na luita da nossa classe em defesa dos direitos da maioria social agredida polo neoliberalismo imperante. Do nosso partido, fazemos chegar a nossa solidariedade ao companheiro julgado e à central sindical no seu conjunto perante a agressom judicial de que é objecto por exercer um sindicalismo combativo.


 

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Carlos Vasques (vestido de vermelho) durante umha manifestaçom recente na Corunha contra a normativa Bolkestein (foto publicada no web da CIG)