Mendes Romeu, contra Galiza naçom e polo bilingüismo harmónico

6 de Junho de 2006

O conselheiro da Presidência, José Luís Mendes Romeu, declarou ontem perante as cámaras da TVG que a Galiza nom deve ser reconhecida nem sequer nominalmente como naçom, ficando no novo Estatuto como "nacionalidade histórica", por baixo das definiçons incluídas em estatutos como o catalám e o andaluz, e em linha com as derrotadas posiçons do PP nessas comunidades autónomas.

De facto, o PP já respondeu às declaraçons de Mendes Romeu, louvando o seu carácter "construtivo" e aderindo a essa via "de consenso" no processo de reformas em curso no Parlamento da Comunidade Autonóma da Galiza.

Mendes Romeu, considerado um peso pesado na sucursal galega do PSOE e mao direita de Tourinho, manifestou-se em termos igualmente restritos no que di respeito ao tratamento dos direitos lingüísticos no novo Estatuto. Segundo afirmou, um eventual e parcial reconhecimento do dever de conhecer o galego nom deverá afectar ao facto de que, para o conselheiro, "somos um país bilíngüe", mostrando temor pola hipótese de que os espanholfalantes podam sentir-se "discriminados" (sic).

As posiçons conservadoras do dirigente de PSOE antigem também o papel das deputaçons. Contrário à sua desapariçom, considera-as "necessárias", nom passando da possibilidade de algumhas "modificaçons jurídicas".

Cada vez há mais indícios de que o novo modelo estatutário galego ficará próximo do valenciano, consensulalizado, como aquele, com o PP, e afastado -à baixa- do catalám e o andaluz. O BNG participa da farsa entregado a aprovar um novo texto que nom só submeta a soberania nacional galega à Constituiçom espanhola de 78, como inclusive parta da possibilidade de entendimento com o Partido Popular. De facto, em relaçom à comissom parlamentar que debate o novo texto autonómico, o próprio Mendes Romeu garantiu que "chegaremos rapidamente a acordos".

 

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