Nom ao sionismo

1 de Agosto de 2006

Publicamos, traduzido para a nossa língua, um artigo de opiniom da analista social Belén Martínez, publicado hoje mesmo no diário basco Gara, em que de maneira tam sintética como firme define o papel do sionismo na história contemporánea e a necessidade de o combatermos.

Nom ao sionismo

Belén Martínez. Analista social, Gara, 1 de Agosto de 2006

Em "Cartazes comandos sobre os muros de Israel", desgarrador graffitti poético de Qabbani, lemos: "Nom faredes do nosso povo um povo de peles vermelhas. Pois nós ficamos cá... este é o nosso país: cá estamos desde o abrente da existência".

Israel é umha promessa, umha imposiçom, um apocalipse político, umha apologia. Palestina existe. Nom é umha alegoria, apesar de que, com o passar do tempo, a sua toponímia e a sua cartografia tenham sido modificadas e apagadas, como prova futura da sua "nom-existência": basta vermos como esse território se configurava antes da criaçom do Estado de Israel e da partiçom da Palestina, em 1948; quando o Estado hebreu ocupa o Sinaí, o Golám, a Cisjordánia, Gaza e Jerusalém-Leste, em 1967 e na actualidade.

É a Bíblia o cadastro que salvaguarda os interesses do sionismo? Nem os desígnios divinos nem o holocausto podem servir de justificativa para as expulsons, deportaçons, dominaçom e subalternizaçom das comunidades nom judias (assim som definidas pola ideologia sionista) existentes no território palestiniano. A cidadania israelita nom pode ser construída negando a existência de um povo, o palestiniano. O sionismo é um projecto nacionalista, racista e expansionista, em que Israel é a pátria -lar- das e dos judeus e o corolário ou destino obrigatório da identidade judaica, aduzindo razons de utilidade pública: a reparaçom histórica da shoah.

No entanto, todo começou em 1896, com Herzl e a sua soluçom à "questom judaica". Com a Declaraçom de Balfour, em 1917, o Império Británico manifestou a sua simpatia para com as aspiraçons dos "judeus sionistas", prevendo favoravelmente o estabelecimento, na Palestina, de um lar nacional para o povo judeu. Nos noventa, os Acordos de Oslo instaurárom o desequilíbrio e o unilateralismo em benefício de Israel.

Que fácil é a resposta reactiva, agitando o fantasma do anti-semitismo! Caímos na armadilha do humanismo selectivo e do relativismo moral, que se manifesta em expressons como "ataques desproporcionados", onde deveríamos dizer "massacres planificados". Porque a equidistáncia e a simetria ao referirmos o tsahal e a resistência palestiniana? Defendo a causa palestiniana. Denuncio o projecto geopolítico sionista. Tal como a barbárie nazi, o colonialismo e o fascismo. Porque a memória nom prescreve, reivindico a dignidade humana.

Notas:

Theodor Herlz: Judeu austríaco fundador e principal teórico inicial do sionismo moderno, através da obra "O Estado Judeu" (1895).

Shoah: Holcausto, em hebreu.

Declaraçom de Balfour: Declaraçom pública do secretário inglês para Assuntos Estrangeiros em que, em 1917, apoia os planos sionistas de ocupaçom da Palestina para a construçom do "lar dos judeus".

Tsahal: Exército imperialista israelita.

 

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