Uniom Europeia nom quer nada com as línguas sem Estado

28 de Abril de 2006

A tentativa do Governo espanhol para que o Conselho da Uniom Europeia desse um reduzido reconhecimento prático às chamadas línguas "cooficiais" foi finalmente descartada pola maioria da Cámara europeia, graças aos votos da direita. A errática estratégia seguida polo Governo espanhol e acompanhada polo nacionalismo institucional galego, tentando encaixotar o galego como "língua minoritária" com um reconhecimento praticamente testemunhal do direito de galegas e galegos se dirigirem em galego à instituiçom europeia, foi rejeitada, tal como no caso do basco e o catalám.

No entanto, o galego continua a gozar de plena oficialidade na UE sob o nome de "português", como já foi demonstrado polos eurodeputados José Pousada e Camilo Nogueira no passado, utilizando o galego acolhendo-se a essa oficialidade. Falta é que haja um reconhecimento oficial de a Galiza fazer parte do território europeu de falta galego-portuguesa, partindo da assunçom da unidade lingüística por parte das instituiçons envolvidas, nomeadamente a Junta da Galiza.

Lembremos que outros organismos supraestatais europeus, como o Conselho da Europa, tenhem feito recomendaçons no senso de o galego caminhar nessa direcçom, incrementando todo o tipo de relacionamentos institucionais, sociais e culturais com a variante estatal do galego oficializada em Portugal e na UE.

Em lugar disso, uns e outros parecem preferir jogar a carta da derrota, aspirando a um estatuto legal que, inclusive sendo claramente subsidiário, nunca chegará numha Uniom Europeia inimiga, de facto, da diversidade e dos direitos lingüísticos e nacionais dos povos sem Estado, por muitas declaraçons que, como já fijo hoje mesmo, aprove "em defesa do multilingüismo".

 

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Ao dia seguinte do seu solene rechaço às línguas minorizadas, a UE ri-se dos povos da Europa com umha declaraçom "em defesa do multilingüismo"