Grave poluiçom química no rio Úmia mostra irracionalidade capitalista

3 de Setembro de 2006

A planta petroquímica Bernntag, sediada na vila de Caldas de Reis, ardeu ontem provocando umha gravíssima catástrofe ambiental resultante do despejo de substáncias de alta toxicidade em águas do rio Úmia. A origem do sinistro situa-se num incêndio que destruiu a planta e deixou em evidência a absoluta falta de previsom para umha eventualidade como essa.

O rio Úmia sofreu um grande derrame de dissolventes, metais pesados, ácidos, hidrocarburos, organoclorados e outras substáncias altamente poluentes, que além de acabar com a vida de grande número de animais, deixa sem água potável diversos concelhos como Vila Garcia de Arouça, Ogrobe, Meis, Ribadúmia, Meanho, Cambados, Ilha de Arouça, Vila Nova e Portas, afectando directamente umhas 100.000 pessoas.

Também a importante produçom de marisco na ria de Arouça está em grave risco, tendo sido fechado já o banco marisqueiro do Sarrido, em Cambados. A própria nuvem tóxica provocada polo incêndio pujo em perigo a populaçom próxima pola inalaçom de gases venenosos.

Como primeira reflexom sobre um incidente ambiental ainda pendente de esclarecimento, dá nas vistas o desprezo à saúde e ao meio natural como parte dos planos de desenvolvimento capitalista. O lucro dos donos de umha factoria que trabalha com produtos perigosos e contaminantes tivo mais peso para as instituiçons responsáveis pola instalaçom da mesma do que a segurança e a saúde de 100.000 pessoas, a preservaçom de um espaço de grande valor natural e a economia de centenas de famílias que vivem do marisco na ria de Arouça.

Um mínimo rigor no controlo da instalaçom de empresas perigosas como essa teria evitado a licença num espaço natural assim, e numha área povoada por tantas dezenas de milhares de pessoas que dependem da água do rio agora poluído.

Mais umha vez, esta agressom ambiental será "resolvida" com umha multa administrativa, sem que se rendam responsabilidades empresariais nem políticas. O território e o povo trabalhador galego assimilarám de novo o impacto da total falta de previsom e a irracionalidade do modelo de desenvolvimento aplicado à Galiza pola classe dominante.

 

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Será muito difícil recuperar totalmente o espaço natural destruído polo despejo petroquímico