Reclamam controlo público sobre a instalaçom de indústrias de risco ambiental

6 de Setembro de 2006

A Plataforma em Defesa da Ria de Arouça fijo pública a sua reclamaçom de um verdadeiro controlo por parte das instituiçons públicas sobre a instalaçom de indústrias como a alemá Breentag, cuja actividade e localizaçom era umha ameaça há já 23 anos.

Além de obrigar as empresas que provocam desastres como o do rio Úmia, através de umha Lei de Responsabilidade Civil Ambiental, a assumir a responsabilidade directa, a Plataforma em Defesa da Ria de Arouça lembra que a empresa Breentag nom se instalou ontem em Caldas de Reis, num local de alto risco para o ambiente e a saúde de dezenas de milhares de pessoas. Polo contrário, levava 23 anos instalada, sem planos de emergência nem meios de extinçom previstos perante um derrame de produtos químicos como o que finalmente aconteceu.

A referida Plataforma alerta contra a possibilidade de que os derivados do benzeno, tolueno, xileno e sais sódicas podam ter originado dioxinas devido ao incêndio, em que se atingírom temperaturas de 230 a 450 graus centígrados. Daí que reclame um estudo epidemiológico que deverá pagar a empresa responsável directa polos factos.

A Conselharia e a Cámara Municipal nom assumem responsabilidades

Sendo evidente a responsabilidade directa da empresa, resta que as instituiçons públicas expliquem como é possível que umha firma como essa estivesse 23 anos instalada numha zona habitada, ameaçando o abastecimento de água a 100.000 pessoas e sem planos de emergência, sem que ninguém a inspeccionasse ou exigisse qualquer controlo, para já nom falarmos em termos de clausura imediata, como de facto se devia ter actuado há bem anos.

As palavras do presidente da Cámara, José Maria Tobio Barreira, do director geral de Desenvolvimento Sustentável, Emílio Fernandes, ou do próprio conselheiro do Ambiente, Manuel Vásques Fernandes, todos eles do PSOE, nom explicam semelhante negligência institucional, apesar da aparente "dureza" das suas sentenças contra a empresa.

Entretanto, com a populaçom do Salnês ainda afectada de cortes nocturnos na subministraçom de água, um novo foco de contaminaçom foi detectado no rio Úmia, sem que se tenha esclarecido por enquanto a sua origem. Por seu turno, representantes d@s trabalhadores/as de extinçom de fogos na comarca denunciárom a falta de meios para afrontarem situaçons como a vivida com o incêndio da empresa química Breentag. Carência que se arrasta desde tempos do PP e que o novo Governo autonómico nom resolveu.

 

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