1º de Maio: NÓS-Unidade Popular apoia mobilizaçons CIG em defesa da autodeterminaçom e os direitos sociais

29 de Abril de 2007

NÓS-UP publicou um comunicado de apoio às mobilizaçons convocadas pola CIG para o 1º de Maio, junto a umha análise da situaçom sócio-laboral posta em relaçom com as próximas eleiçons municipais de Maio. Achamos conveniente reproduzir na íntegra o texto difundido pola organizaçom socialista e independentista galega.

No 27 de Maio, nem um voto para os de sempre

Som todos iguais

A classe trabalhadora galega tem a final deste mês umha nova convocatória eleitoral. Nesta ocasiom, para eleger @s representantes municipais.

Embora desde os Concelhos nom se poda imprimir umha política global alternativa, polas evidentes limitaçons de competências, sim é possível aplicar políticas de esquerda alternativas ao rumo neoliberal do Governo espanhol e da Junta da Galiza.

Salvo excepçons, o conjunto dos governos municipais galegos -independentemente da força política que governe, PSOE ou PP, BNG ou IU, das diversas fórmulas de coligaçom ou candidaturas locais- mantenhem umha política sócio-laboral muito semelhante, caracterizada pola privatizaçom de serviços, pola asusência de criaçom de emprego público, pola precariedade, pola falta de alternativas para a juventude e as mulheres. Ou seja, por reproduzir e perpetuar umha política neoliberal, com os seus diversos matizes, mas ao exclusivo serviço do Capital.

A classe trabalhadora galega nom deve seguir emprestando o seu voto às mesmas forças políticas que tenhem demonstrado em inumeráveis ocasions só governarem para os interesses das imobiliárias, dos construtores, dos empresários, dos comerciantes, esquecendo que somos nós, a maioria social que vivemos de vender a nossa força de trabalho, que votamos neles.

Por este motivo, nom podemos continuar a confiar o nosso voto, umha arma que na maioria das ocasions nom somos capazes de empregar correctamente, em políticos corruptos, em políticos oportunistas, em políticos subornáveis, em políticos que só se vam preocupar por alargar a suas contas bancárias.

NÓS-Unidade Popular considera imprescindível que o conjunto do movimento popular galego de parámetros soberanistas e de esquerda dê os passos imprescindíveis para superar a actual atomizaçom que impossibilita que o conjunto das classes populares continue a carecer de representaçom institucional. Som horas de conseguirmos que a classe operária galega e a juventude tenha um referente nacional de luita e combate, que movimente, dê batalhas nas ruas, nas fábricas, nos centros de ensino, mas também nas instituiçons. Os movimentos sociais necessitam referencialidade política. A luita tem que combinar ambos espaços para ser eficaz e lograr conquistas.

Salvo em Ponte Areas e Vigo, onde sim foi possível avançar nesta direcçom, no resto do País nom fai sentido votar nos de sempre.

Nom podemos continuar a cair na enorme contradiçom de vermos como as forças políticas do sistema (PP, PSOE, BNG, IU) nom defendem os nossos interesses apostando na educaçom, a sanidade e o transporte público, na vivenda digna, num crescimento económico sustentável e respeitoso com o meio ambiente, no emprego estável e de qualidade, e depois votarmos neles.

Hoje, nom há alternativa eleitoral. Mas isto nom significa que tenhamos que apoiar os de sempre. Quantos menos apoio tenham menos legitimidade possuirám para imporem políticas anti-populares empregando a lógica da sua “democracia”.

No 27 de Maio, nom devemos esquecer as reivindicaçons pola autodeterminaçom e polos direitos sociais que nos convoca a CIG este 1º de Maio.

Viva a classe operária galega!

A luita é o único caminho!

Independência, Socialismo e antipatriarcado!

Galiza, 1º de Maio de 2007

 

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