[Vídeo] Ferrol viveu Dia da Classe Obreira Galega reivindicativo e republicano

12 de Março de 2008  

Como cada ano, dous 10 de Março paralelos fôrom comemorados na cidade em que morrêrom baleados pola polícia espanhola Amador Rei e Daniel Niebla, dous operários dos estaleiros que participavam nas mobilizaçons da famosa greve de 1972, enfrentando o franquismo nas ruas. Porém, neste ano dous factos marcárom especialmente a data: a morte em acidente laboral de um trabalhador e a impune visita a Ferrol da família do chefe de estado imposto por Franco.

Os dous 10 de Março fôrom, mais um ano, o inofensivo e desnaturalizado que protagonizam as instituiçons públicas, em maos dos partidos burgueses que apregoam a conciliaçom de classes e o fim da história do movimento obreiro, e o protagonizado pola própria classe obreira autoorganizada sindical e politicamente, que na sua capacidade de resposta expressa o estado da luita de classes numha formaçom social concreta, a da Galiza dos inícios do século XXI.

Farsa institucional e desmarque da CIG e da esquerda independentista

Assim, o presidente da Cámara de Ferrol, Vicente Irisarri, presidiu um acto institucional ao pé do monumento ao 10 de Março, na praça do mesmo nome de Ferrol. Todos os partidos com representaçom no Concelho, junto aos sindicatos UGT, USTG e CCOO, estiverom presentes no acto em que todos eles encenárom a identidade essencial entre as diversas "marcas" da política e o sindicalismo pró-institucional, contrárias aos interesses do nosso povo trabalhador.

Ali o dirigente do PSOE à frente da Cámara Municipal de Ferrol fijo um canto ao pacto social e ao trabalho conjunto “de empresários e obreiros”, numhas palavras contrárias a qualquer perspectiva de classe, que fôrom aplaudidas polos sindicalistas e polas delegaçons dos partidos institucionais.

Felizmente, a CIG voltou a desmarcar-se da farsa institucional, concentrando mais de cem pessoas numha oferta floral ao pé do mesmo monumento a Amador e Daniel, que contou com as intervençons dos secretários comarcal e nacional do sindicato e que concluiu com o canto da Internacional e do Hino Nacional. A militáncia independentista organizada em Trasancos participou, como cada ano, na concentraçom nacional e de classe.

Concentraçom contra a presença da monarquia espanhola em Ferrol

Passadas as 18 horas, umhas 40 pessoas concentravam-se diante da porta do estaleiro ferrolano para mostrarem o seu rechaço à provocadorapresença da familia real espanhola na cidade de Ferrol numha data tam importante para a Classe Obreira Galega.

Recordamos que NÓS-Unidade Popular, a organizaçom juvenil BRIGAe a CIG já manifestaram o seu desacordo com a visita do monarca eleito por obra e graça do ditador, responsável pola morte de Amador e Daniel nas ruas da cidade industrial do noroeste galego.

Na concentraçom foi despregada umha faixa com a legenda: “10 de Março: Fora o Bourbon!”. Durante oacto, que durou algo mais de umha hora, coreárom-se palavras de ordem como “Galiza nom tem rei, nem tampouco o quer”, “Fora Bourbon da nossa naçom” ou “A monarquia ao fundo da ria”.

A concentraçom foi vigiada em todo momento por um discreto número de efectivos da polícia de choque e por nom tam discretos polícias à paisana.

Enquanto decorria a concentraçom, dentro das instalaçons de Navantia os Bourbons eram acompanhados por diferentes cargos institucionais, entre eles o presidente da Junta, Emilio Peres Tourinho, e a conselheira da Cultura polo BNG, Ánxela Bugalho.

Controlos de estrada nos acessos a Ferrol e um silenciamento mediático generalizado da iniciativa antimonárquica completárom a presença de Juan Carlos I na Galiza, o que nom impediu que um sector da Galiza republicana saísse à rua a rejeitar a presença do monarca espanhol.

600 pessas na mobilizaçom da CIG

Passadas às 19.30h, umhas 600 pessoas convocadas pola CIG partiam do local do sindicato em Esteiro para percorrer várias ruas do centro de Ferrol até concluírem no Cantom de Molins.

A marcha que foi encabeçada por umha faixa sob a legenda “Contra a carestia da vida: Salários dignos”, contando com a presença da esquerda independentista representada por NÓS-Unidade Popular e pola organizaçom juvenil BRIGA. Também militantes do nosso Partido repartírom várias dúzias do último número da nossa publicaçom periódica, Abrente.

O Comité Cidadao de Emergência para a Ria de Ferrol também participou na mobilizaçom com faixa própria. Nom podemos deixar de denunciar a atitude agressiva de algum reconhecido quadro da UPG, que chegou a increpar os opositores e opositoras à planta de gás de REGANOSA.

Às tradicionais palavras de ordem “Trabalho digno na nossa terra”, “Salários aqui e nom em Madrid”, “Galiza ceive, poder popular” ou “Amador Daniel, a luita continua” somárom-se-lhe várias contra a presença da monarquia espanhola em Ferrol, como “Nem principe nem rei, República Galega”, “Fora, fora, fora a monarquia espanhola”.

A mobilizaçom findou com as intervençons de Xesus A. Lopes Pintos, que mais umha vez denunciou a presença da Familia Real espanhola em Ferrol, e do secretário nacional da CIG, Suso Seixo.

Os actos do 10 de Março finalizarom com o canto da Internacional e do Hino Galego.

 

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