NÓS-Unidade Popular, contra o voto "nos de sempre"

17 de Maio de 2007

A organizaçom da esquerda independentista galega NÓS-UP apresentou um documento em que chama os sectores populares mais conscientes a evitarem dar o voto "às mesmas forças políticas que tenhem demonstrado em inumeráveis ocasions só governarem para os interesses de umha minoria".

A principal tese do posicionamento de NÓS-Unidade Popular é que existe umha crescente indistinçom entre as diversas marcas eleitorais dos partidos integrados nas instituiçons, cujas políticas comuns som quase indistinguíveis, por mais que pretendam aparecer como "progressistas" ou "conservadoras".

Na perspectiva do independentismo socialista representado por NÓS-Unidade Popular, em que a militáncia do nosso partido participa activamente, o PP, o PSOE, o BNG e IU "mantenhem políticas muito semelhantes, quase podíamos afirmar que idênticas, cortadas polo mesmo padrom neoliberal e regionalista".

A política do bipartido à frente da Junta é referida como exemplo do continuísmo em relaçom ao Partido Popular no mais substancial da acçom de governo, mas também a experiência nos concelhos em maos de uns e outros: privatizaçons de serviços públicos, tratamento de resíduos urbanos, transporte, política desportiva, urbanismo... som alguns dos campos em que as forças sistémicas coincidem na hora de abraçarem o neoliberalismo como doutrina.

Perante essa evidência, NÓS-UP explica que o estado de fragmentaçom da esquerda soberanista evitou a apresentaçom de candidaturas abertas e plurais que apresentassem alternativas ao serviço do movimento popular. Só em contadas excepçons foi possível organizar essa pluralidade anti-capitalista e soberanista sob listas comuns em que a militáncia independentista participa de forma decidida. É o caso de Ponte Areas e Vigo, onde existem candidaturas de maior ou menor abrangência a bater-se por umha política diferente, ao serviço dos movimentos sociais e da transformaçom radical, rupturistas e soberanistas.

NÓS-UP apela nesses casos (Ponte Areas de Esquerda e Vigo de Esquerda) ao voto consciente nas respectivas listas, enquanto no conjunto do País chama a "nom apoiar nengumha das forças espanholas ou regionalistas mediante a abstençom activa, o voto nulo e o voto branco."

Podes ler a análise completa da posiçom de NÓS-UP no seu web nacional.

 

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