Entrevista com Abraám Alonso Pinheiro, da candidatura municipal Ponte Areas de Esquerda

18 de Janeiro de 2007

Reproduzimos a entrevista a Abraám Alonso Pinheiro, publicada na última ediçom do Jornal Galego A Peneira. Nela, o integrante de Ponte Areas de Esquerda fala sobre questons relacionadas com a candidatura vicinal ponte-areá às próximas eleiçons municipais.

Redacçom/PONTE AREAS

Às portas das vindouras eleiçons municipais de Maio, surge em Ponte Areas um novo grupo político que eles mesmos definem como “candidatura vicinal”. Abraám Alonso Pinheiro, porta-voz de Ponte Areas de Esquerda, fala do seu grupo.

-As que venhem serám, sem dúvida, as eleiçons da pluralidade política. Nestes momentos, se deitarmos contas, saem uns seis grupos políticos...

Sim, além disso, pola primeira vez os vizinhos terám a oportunidade de colocar com o seu voto um grupo que represente a voz dos vizinhos e dos trabalhadores.

-Como pensam trasladar a voz dos vizinhos ao consistório?

De um jeito inovador, que já funciona nalguns lugares do sul do Estado espanhol. Abriremos umha assemblea aberta em que qualquer cidadao ou cidadá poderá participar, nesta assembleia valorarám-se os temas que se vam tratar nos plenos e, deste jeito, garantirá-se que os votos que se emitirem no pleno sejam o reflexo do que a vizinhança pede e necessita. O objectivo é romper a dificultade com que deparam os vizinhos para participar na tomada de decisons da Cámara Municipal.

-Para quando a apresentaçom do candidato? Por acaso vai ser o senhor?

Todo pode ser. A lista ainda está aberta e vam ser escuitadas todas as propostas. Existem algumhas probabilidades.

-Sentem o apoio dos vizinhos?

Claro que sentimos; sentimos o apoio de um núcleo de populaçom, sobretodo jovem, que partilha as mesmas inquietaçons e que estám descontentes com o jeito de fazer política dos grupos da corporaçom da vila.

-Qual é o jeito de fazer política desses grupos?

Pois creio que umha política continuísta que nom rompeu para nada com todos os anos de governo do estilo do ex-presidente da Junta, Manuel Fraga. Nestes momentos, consideramos que nom há nenhum partido político dentro da corporaçom com intençom nem vontade política de frear a especulaçom urbanística, por exemplo. Nem sequer o PSOE e o BNG, na sua passagem polo governo, se atrevêrom a fazer umha auditoria que revelasse aonde foi parar tanto dinheiro municipal nos governos de PP-UCPA.

-Com quem estariam dispostos a pactuar?

Sempre e quando respeitassem e aceitassem as nossas condiçons, poderíamos pactuar com quase todos, excepto a extrema-direita da UCPA. É claro que nom se pode pactuar a qualquer preço.

-Que é o que mais necessita Ponte Areas nestes momentos?

Que se escuite a voz da vizinhança, que se deixem de privatizar serviços e sejam criados empregos públicos que respeitem os convénios colectivos; que nom toquem a Praça Maior porque existem outras zonas onde se pode fazer o parque de estacionamento soterrado; que se faga um PGOM que interesse à vizinhança e nom a tramas políticas. Em definitivo: que os vizinhos e vizinhas sejam o primeiro.

 

 

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