Acidentes laborais aumentárom em 2006 na Comunidade Autónoma da Galiza

24 de Janeiro de 2007

Os acidentes laborais nom deixam de aumentar em número, mantendo o nosso país à frente no conjunto da Uniom Europeia e o Estado espanhol. O Governo bipartido prometera medidas para mudar essa realidade quando chegou à Junta, mas todo continua na mesma.

Em média, produzem-se nada menos que 137 acidentes laborais por dia, contando só a Comunidade Autónoma da Galiza (os dados relativos às comarcas do leste ficam excluídos dos dados feitos públicos).

O sector com maior mortalidade laboral é a construçom, seguido do industrial. Entre Janeiro e Novembro de 2006, 24 trabalhadores e trabalhadoras da construçom morrêrom em sinistros laborais, superando em 14% os números do ano anterior. Mas nom só aumentárom as mortes, também os acidentes graves vam a mais nesse sector, sem que as instituiçons responsáveis tomem medidas. Em concreto, houvo 268 acidentes graves, mais 5,51% do que em 2005.

Dos 45.835 acidentes registados na Galiza autonómica entre Janeiro e Dezembro de 2006 (2,85% mais do que em 2005), só nos sectores pesqueiro e agrícola houvo descidas, por acaso em sectores com actividade decrescente de ano para ano, e aumentos significativos na construçom, que ocupa já o primeiro lugar no sinistro ranking de número total de acidentes e um aumento de 3,76%. Na indústria, o aumento foi de 6,12%.

As mortes diminuírom em relaçom ao ano 2005 (passando-se de 91 a 73 mortes), mas os acidentes totais aumentárom. Apesar de que só costumem trascender os casos mais chamativos, todos os dias acontecem sinistros evitáveis com um verdadeiro controlo nas empresas, com sançons aos patrons responsáveis e com umha reforma estrutural das condiçons precárias de emprego.

No entanto, as instituiçons continuam a conduzir a política laboral em direcçom contrária, pondo-se do lado dos poderosos lobbies empresariais que evitam um combate efectivo à sinistralidade laboral, enquanto a maior parte dos sindicatos evitam implicar-se a fundo num tema de tanta gravidade.

De facto, a Conselharia do Trabalho limitou-se a anunciar um reforço das inspecçons de Trabalho em 12 técnicos. Para além da insuficiência do número, nengumha outra medida estrutural foi anunciada, o que fai pressagiar que as mortes e acidentes continuarám entre os e as assalariadas galegas neste ano.

 

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