Esquerda abertzale basca expujo em Compostela análise do processo aberto após cessar-fogo da ETA

5 de Novembro de 2006

A esquerda abertzale estivo representada, no acto político convocado por NÓS-Unidade Popular, através da advogada e dirigente Jone Goirizelaia, que apresentou na Galiza de maneira directa e sem os habituais "intérpretes" oficiais do conflito basco, as características do proceso proposto polo Movimento de Libertaçom Nacional Basco para a superaçom do confronto violento em termos democráticos.

Conferência de imprensa silenciada

De manhá, Maurício Castro por NÓS-UP e a dirigente basca Jone Goirizelaia dérom umha conferência de imprensa apresentada por Bruno Lopes Teixeiro. Apesar da participaçom das principais agências de notícias, o silenciamento impujo-se e nem nos dias prévios, nem no dia seguinte -hoje mesmo- houvo espaço nos meios do sistema para informar sobre a iniciativa política de NÓS-Unidade Popular.

Boa resposta de público ao acto político da tarde

A censura mediática nom impediu que, na tarde do sábado, mais de cem pessoas enchessem a sala de actos do Hotel Peregrino da capital da Galiza, para assistirem ao acto político em que NÓS-UP expujo a sua posiçom solidária com os direitos democráticos que correspondem ao povo basco, e reclamou às instituiçons galegas um pronunciamento em favor do avanço do processo aberto em Euskal Herria.

Por seu turno, Jone Goirizelaia analisou o estado actual do referido processo, denunciando o imobilismo do Governo espanhol e esclarecendo que, para além da própria ilegalizaçom de entidades soberanistas bascas, o principal problema a resolver di respeito ao reconhecimento do exercício do direito de autodeterminaçom.

Quintana repete os argumentos do Estado espanhol

Enquanto a esquerda independentista galega possibilitava que a voz do independentismo basco fosse ouvida sem intermediários na Galiza, o vice-presidente do Governo autónomo, Anxo Quintana, voltou a dar mostras do que pode esperar-se do autonomismo galego em matéria de soberania nacional e de solidariedade com outros povos oprimidos.

Perguntado pola situaçom criada no País Basco e sobre as análises feitas públicas pola organizaçom ETA em relaçom com o estado do processo, o líder do BNG limitou-se a desqualificar sem argumentos a esquerda abertzale e a reiterar o apoio incondicional da sua formaçom política ao Estado espanhol na sua estratégia desde que, em Março deste ano, a organizaçom armada basca decretara um cessar-fogo permanente.

 

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